sábado, 23 de junho de 2007

Estudo aponta relação entre proteína mutante e autismo



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BBCBrasil

Mutações em duas proteínas podem levar ao autismo, de acordo com um estudo de cientistas da Universidade do Texas, nos Estados Unidos.

Segundo os especialistas, uma das proteínas aumenta a atividade de células nervosas, enquanto a outra inibe a atividade.

Em condições normais, as proteínas se compensam, mas em pessoas com autismo esse delicado equilíbrio é prejudicado. A condição afeta a forma como uma pessoa se comunica e interage com outra.

O estudo, publicado na revista Neuron, reforça a teoria de que o autismo estaria relacionado a um desequilíbrio nas conexões entre células nervosas.

As proteínas neuroligina-1 e neuroligina-2, que conectam fisicamente as células nervosas, foram descobertas pela equipe do Centro Médico Sudoeste da Universidade do Texas, há mais de dez anos. Mas até agora não se sabia ao certo sua função.

'Mutações nessas proteínas têm sido relacionadas a certas variedades de autismo', diz o pesquisador Ege Kavalali. 'Esse estudo mostra claramente como as proteínas funcionam. Nunca poderemos criar uma estratégia terapêutica sem saber o que as mutações fazem.

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