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terça-feira, 27 de abril de 2010

Spin de um átomo é fotografado pela primeira vez



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Inovação Tecnológica
[Imagem Saw-Wai Hla]

Um grupo internacional de cientistas conseguiu pela primeira vez fazer imagens diretas do spin de um átomo.

O spin é uma propriedade quântica fundamental das partículas elementares. Embora o termo seja usado em várias acepções, para efeitos experimentais o spin é entendido como se fosse um minúsculo ímã, apresentando uma orientação, que pode ser "para cima" ou "para baixo".

Os termos "para cima" ou "para baixo" são convenções usadas para representar a orientação do spin, mas o que importa é que ele pode ser usado para armazenar um bit de informação, assumindo um valor que pode ser 0 ou 1.

Fazer um spin passar de 0 para 1 e vice-versa requer pouquíssima energia, muito menos do que o fluxo de elétrons usado nos computadores atuais.

Isso tem levado os cientistas a apostarem no advento da spintrônica, complementando ou mesmo substituindo a eletrônica atual, viabilizando a construção de computadores menores, mais rápidos e com consumo de energia muito menor.

Apesar dos progressos recentes na área, contudo, até hoje ninguém havia realmente visto um spin. [Leia+]


"O estudo sugere que é possível não apenas observar, mas também manipular diretamente o spin, uma descoberta que poderá ter impacto sobre o desenvolvimento futuro de sistemas de armazenamento magnético de maior capacidade e menores, de
computadores quânticos e dos tão esperados dispositivos spintrônicos."

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Circuito molecular transforma luz em eletricidade



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Inovação Tecnológica
Imagem Banerjee et al./ACS Nano

Cientistas da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, criaram um circuito molecular capaz de transformar luz em corrente elétrica utilizando os plasmons de superfície, pacotes de energia que flutuam sobre a superfície dos metais, em vez de viajar pelo seu interior.

Os plasmons de superfície estão na crista da onda de uma série de pesquisas que estão criando a área da plasmônica, um campo emergente da tecnologia em nanoescala frequentemente chamado de "luz por meio de fios".

Esta é a primeira vez que cientistas demonstraram a possibilidade de usar o fenômeno, que se verifica em nanoescala, para induzir o movimento de elétrons, produzindo eletricidade.

O sistema molecular de captura de energia poderia ser utilizado, por exemplo, para alimentar pequenos dispositivos eletrônicos, como sensores, que passariam a funcionar sem a necessidade de baterias.

Além disso, os pesquisadores demonstraram que a magnitude da fotocondutividade das nanopartículas acopladas pelos plasmons de superfície pode ser ajustada independentemente das características ópticas da molécula utilizada, um resultado que tem implicações significativas para o desenvolvimento dos futuros dispositivos optoeletrônicos em nanoescala. [Leia+]

"A descoberta da geração de eletricidade induzida pelos plasmons de superfície abre caminho não apenas para novas formas de transformar a luz do Sol em eletricidade, mas também de construir uma família inteiramente nova de componentes potencialmente substitutos dos atuais componentes eletrônicos, como os transistores, que poderiam ser acionados diretamente por luz, em vez de eletricidade."

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Chip bioeletrônico conecta neurônios a circuito eletrônico



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Inovação Tecnológica
Imagem IMEC

Engenheiros do instituto de microeletrônica IMEC, da Bélgica, criaram um microchip formado por uma série de pilares nanométricos que permite a conexão direta entre células vivas e dispositivos eletrônicos.

No âmbito das ciências, as pesquisas da eletrofisiologia buscam compreender sobretudo o funcionamento dos cardiomiócitos, as células do coração, e dos neurônios, as células cerebrais.

Pelo lado da tecnologia, as pesquisas voltam-se principalmente para encontrar formas de conectar circuitos eletrônicos a tecidos vivos, o que poderá permitir a construção de implantes e próteses mais avançados e, eventualmente, permitir o controle de partes do corpo cujos movimentos tenham sido perdidos por acidentes ou doenças.

Mas o inverso também é verdadeiro - outra opção tecnológica é o controle de robôs utilizando neurônios ou mesmo células do coração, duas possibilidades já demonstradas em condições de laboratório.

Outras pesquisas já exploraram diversas alternativas para a conexão entre células biológicas e circuitos eletrônicos, incluindo um neurochip e membranas de nanotubos de carbono. [Leia+]

"Os nanoeletrodos são construídos em metal e revestidos com uma camada de óxido isolante, mantendo-se uma ponta condutora, que pode ser de ouro ou de nitreto de titânio. Quando as células eletrogênicas - os cardiomiócitos, do coração, ou os neurônios, do cérebro - são postas sobre a superfície do chip, suas membranas externas "abraçam" os nanopilares, garantindo um excelente contato elétrico."

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Microscópio a laser usa pulso de alta potência para escanear cérebro de ratos



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INFO [Online]
via Paula Rothman
imagem Wiki Commons

Os testes da equipe do Max Planck Institute foram feitos em ratos, mas abrem caminho para equipamento que, um dia, poderão substituir os incômodos eletrodos fixados em pacientes durante exames da massa encefálica.

O microscópio criado pode ser transportado na cabeça de um rato e usa um pulso de alta potência para literalmente escanear as células abaixo da superfície do cérebro. [Leia+] [Proceedings of the National Academy of Sciences].

"Como ele armazena dados de muitas células ao mesmo tempo, os pesquisadores puderam olhar pela primeira vez como cérebro gera uma representação do mundo externo. A esperança é que, com o avanço dos estudos, pesquisadores compreendam melhor como funciona a percepção e atenção."

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Futuro traz chips cada vez menores em gadgets mais poderosos



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Terra [Negócios & TI]

A Intel encolheu ainda mais os processadores, e vê o futuro com chips cada vez menores em dispositivos móveis, incluindo a televisão, cada vez mais poderosos. Em resumo, isso é o que aconteceu na última semana durante o Intel Developer Forum, evento anual de desenvolvedores da companhia realizado em San Francisco.

Na abertura, o presidente e executivo-chefe da companhia, Paul Otellini, mostrou os primeiros chips feitos no processo de fabricação de 22 nanômetros. Para comparação, um fio de cabelo tem 90 mil nanômetros. É apenas um protótipo, e cada transistor dentro do processador mede muito pouco: cabem 2,9 bilhões de transistores na área de uma unha, segundo a Intel.

Com o feito, Otellini reafirmou a Lei de Moore para os microprocessadores (que diz que o número de transistores em um chip dobra a cada dois anos). Apesar de não ter previsão para o lançamento dos primeiros processadores com 22 nm, a Intel lança ainda no último trimestre de 2009 seus chips feitos em 32 nanômetros.

"Já começamos a produzir esse chip, que também será o primeiro processador de alto desempenho a integrar vídeo com a CPU", disse Otellini. "Ao mesmo tempo, estamos desenvolvendo a tecnologia de fabricação em 22 nanômetros e já criamos os primeiros chips que vão levar à produção de novos processadores ainda mais poderosos e capazes". [Leia+]

"Todos os anos, a Intel reúne parceiros, clientes, fabricantes de hardware e software no IDF. É seu principal evento para mostrar as novidades e projetos de pesquisa que vão mexer com o mercado de tecnologia a médio prazo. Além de palestras técnicas, o IDF conta com apresentações dos principais executivos da Intel e seus parceiros e com uma "feirinha" para demonstrar as novidades."



terça-feira, 25 de agosto de 2009

Nanofio bioeletrônico conecta mundos biológico e eletrônico



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Inovação Tecnológica

Pesquisadores do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, nos Estados Unidos, mesclaram nanofios metálicos com moléculas de lipídios, criando um novo tipo de dispositivo para estabelecer uma conexão entre equipamentos eletrônicos e organismos biológicos.

O feito mereceu a capa da última edição da revista Proceedings the National Academy of Sciences.

Embora a primeira utilidade que venha à mente para tais eletrodos sejam os implantes neurais, permitindo que as pessoas controlem equipamentos com instruções emitidas diretamente pelo cérebro, eles abrem novos caminhos para aplicações bem mais amplas e até exóticas, incluindo novos tipos de transdutores e formas avançadas de troca de informações no interior dos computadores.

O transístor é feito com nanofios, cujas espessuras são comparáveis às das moléculas biológicas. Esses nanofios são tão pequenos que os cientistas estão testando seu uso para conectar até mesmo moléculas individuais. [Leia+]

"Desta forma, é possível usar o transístor para ler informações sobre o transporte de moléculas de forma semelhante ao que os organismos vivos fazem, com a diferença de que, em vez do sinal ser lido por outro componente biológico, ele será lido eletronicamente pelo transístor."

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Cientistas movimentam células vivas usando apenas luz



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Inovação Tecnológica

Pesquisadores da Universidade Central da Flórida, nos Estados Unidos, demonstraram pela primeira vez que a luz pode guiar suavemente e alterar a direção de células vivas no interior de culturas em laboratório.

A possibilidade de dirigir opticamente as células pode se tornar um instrumento importante para explorar o poder curativo das células-tronco, guiando-as para áreas do corpo que estão precisando de tratamento.

Os resultados, apresentados na Conferência Internacional de Lasers e Eletro-óptica e Eletrônica Quântica, foram obtidos pela equipe liderada pelos professores Aristide Dogariu, que é cientista na área de óptica e fotônica, e Kiminobu Sugaya, pesquisador de células-tronco. [Leia+]


"As implicações de longo prazo do trabalho incluem a estimulação e o controle da regeneração de tecidos para promover uma cicatrização mais homogênea e a possibilidade de alterar o formato das células e evitar que tumores malignos espalhem-se pelo corpo."

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Nanopartícula tudo-em-uma: um canivete suíço para a nanomedicina



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Inovação Tecnológica

As nanopartículas são vistas como promissoras para uma grande variedade de usos no campo médico, incluindo o transporte de medicamentos até o local onde eles são necessários, a liberação de pulsos de calor extremamente localizados, capazes de matar células cancerosas e a geração de imagens médicas mais precisas.

Agora, os pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, parecem ter tido uma ideia melhor. Em vez de fabricar uma nanopartícula adequada a cada tarefa em particular, eles fabricaram uma nanopartícula 'tudo-em-uma,' uma espécie de canivete suíço da nanotecnologia, servindo a múltiplos usos."

A nanopartícula multifuncional tanto servirá para a geração de imagens médicas quanto para as terapias. "Esta é a primeira vez que nanopartículas semicondutoras e metálicas foram combinadas de forma a preservar a função de cada componente individual," comemora o Dr. Xiaohu Gao, coordenador da pesquisa.

O foco desta pesquisa são as aplicações médicas, mas o Dr. Gao afirma que a técnica que seu grupo desenvolveu terá usos também em outras áreas, como na pesquisa de energia, podendo ser utilizada na fabricação de células solares duplamente eficientes. [Leia+]


"A nanopartícula canivete suíço tem a estrutura muito parecida com a de um ovo, no qual o ponto quântico é a gema, o polímero é a clara e o ovo é a casca. Esse "ovo nanotecnológico" inteiro mede entre 15 e 20 nanômetros, dependendo da espessura da camada de polímero, que pode ser ajustada com precisão molecular."



terça-feira, 14 de julho de 2009

Descoberta força repulsiva da luz: nanodispositivos poderão ser controlados pela luz, e não mais pela eletricidade.

[Imagem: Hong Tang/Yale University]


via
Inovação Tecnológica
Suzanne Taylor Muzzin

Cientistas da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, descobriram um tipo de força repulsiva da luz que pode ser utilizada para controlar componentes construídos em chips de silício, o que significa que futuros nanodispositivos poderão ser controlados pela luz, e não mais pela eletricidade.

A equipe havia previamente descoberto a força atrativa da luz e demonstrado como ela pode ser manipulada para movimentar componentes em micro e em nano-máquinas construídas em pastilhas de silício, usando a mesma tecnologia que os microprocessadores [A força dos fótons está conosco: luz consegue acionar nanomáquinas].

O mesmo grupo de cientistas agora descobriu a força repulsiva complementar àquela primeira. Pesquisadores teorizavam a existência das duas forças desde 2005, mas a segunda delas permanecia até agora sem comprovação.

'Isto completa o quadro, diz Hong Tang, coordenador da equipe. 'Nós demonstramos que de fato há uma força bipolar da luz com um componente atrativo e com outro componente repulsivo.

Ao conseguir usar as duas forças, agora eles têm controle completo e podem manipular os componentes nas duas direções.

Esses dispositivos mecânicos ultraminiaturizados são conhecidos como MEMS (MicroElectroMechanical Systems) e NEMS (NanoElectroMechanical Systems), dependendo se suas partes são construídas com precisão na faixa dos micrômetros ou dos nanômetros.

Essas forças da luz poderão um dia controlar dispositivos de telecomunicações que exigirão muito menos potência, mas trabalharão muito mais rapidamente do que seus equivalentes atuais, explicou o professor Tang. [Leia+]

"Um benefício adicional de usar a luz em vez da eletricidade é que ela pode ser roteada ao longo de um circuito sem praticamente nenhuma interferência no sinal, além de eliminar a necessidade da construção de um grande número de fios elétricos no interior dos chips"

domingo, 5 de julho de 2009

Sintetizados os primeiros interruptores moleculares ativados pela luz solar

via FayerWayer Brasil
La Opinión de Granada

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de La Rioja, na Espanha, conseguiu sintetizar os primeiros interruptores moleculares ativados pela luz solar. Essa pesquisa, foi publicada recentemente na revista internacional The Journal of Organic Chemistry.

Segundo os pesquisadores, quando a luz chega aos olhos de uma pessoa, as proteínas que compõem a retina se ativam e fazem que haja um sutil movimento de rotação na estrutura de suas moléculas.

Foi baseado nesse mecanismo, que nos permite ver, que a pesquisa foi desenvolvida, conseguindo sintetizar um novo tipo de compostos que reproduzem esse efeito. [Lei+a] [Veja+]

"A incidência da luz solar faz com que dito composto passe de uma posição a outra como se fosse um minúsculo interruptor. É justamente esse tamanho mínimo dos compostos que dão mais utilidade ao tema já que facilitarão as futuras aplicações biológicas e de nanotecnologia."

terça-feira, 9 de junho de 2009

Memória em nanotubo pode armazenar dados por até 1 bilhão de anos



via
IDG Now!
Por Computerworld/EUA

Cientistas do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley do Departamento de Energia dos Estados Unidos, localizado na Universidade da Califórnia demonstraram um tipo de memória que usa nanotubos de carbono que, teoricamente, poderia armazenar um trilhão de bits de dados por polegada quadrada durante um bilhão de anos.

'A tecnologia facilmente seria incorporada aos sistemas de processamento de silício usados atualmente e estaria disponível no mercado dentro de dois anos. [Leia+]

"Além disso, como o sistema é naturalmente selado hermeticamente, ele oferece sua própria proteção contra contaminação do ambiente."

terça-feira, 28 de abril de 2009

Processador com 167 núcleos permitirá criação de olhos biônicos



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novação Tecnológica

O novo chip foi batizado de AsAP - Asynchronous Array of Simple Processors, conjunto assíncrono de processadores simples. Com nada menos do que 167 núcleos, o novo processador funcionou sem nenhum travamento, segundo os pesquisadores.

O processador de múltiplos núcleos foi projetado para ser utilizado no processamento de sinais digitais (DSP), com aplicações desde telefones celulares, tocadores de MP3 e equipamentos de vídeo, até equipamentos médicos de ultrassom, ressonância magnética e na criação de uma nova geração de implantes biônicos.

Atualmente, os implantes para a retina ainda são grandes ou exigem a alimentação externa, tornando seu uso corrente quase impraticável. A captura e o processamento de imagens é justamente o elemento forte de um chip DSP como o AsAP. [Leia+]

"A frequência (clock) máxima de funcionamento do chip foi de 1,2 GHz, mas ele pode funcionar num ritmo menor, o que reduz dramaticamente seu consumo de energia. Vinte desses chips funcionando juntos podem efetuar meio trilhão de operações de ponto flutuante por segundo usando apenas 7 watts de energia."

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

MIT usa técnicas de origami para criar eletrônicos na escala nano

via IDG Now!

Pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) estão usando técnicas de 'nano origami' para criar eletrônicos na escala nano com estruturas 3D simplificadas, que podem ajudar a criar melhores memórias de PC e chips mais rápidos.

A equipe do MIT usa, primeiramente, ferramentas convencionais de litografia para padronizar materiais 2D na escala nano, e depois os transforma no formato 3D com as técnicas de dobras do origami aplicadas a folhas de polímero. [Leia+]

"Os pesquisadores já demonstraram um capacitor tridimensional na escala nano. O modelo atual possui uma dobra e, quanto mais dobras forem inclusas, mais energia ele é capaz de armazenar."

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Físicos da Unicamp criam estrutura molecular nanométrica



via
Folha Online

Cientistas brasileiros que estudam materiais na escala nanoscópica da ordem de milionésimos de milímetro incorporaram mais um objeto ao repertório da nanotecnologia: depois dos nanotubos e dos nanofios, uma nanossanfona.

Manipulando pequenas concentrações de átomos de prata, o grupo do físico Daniel Ugarte, da Unicamp, criou uma estrutura em quadrados capaz de esticar e depois se recolher. E a molécula, assim como o fole do instrumento musical, é oca.

Para observar como os átomos se comportam, os pesquisadores usaram um microscópio de alta resolução. Mesmo sendo ultrapotente, o instrumento não fornece imagem nítida do material, e a determinação da estrutura é feita com cálculos que explicam as imagens.

Segundo Ugarte, por enquanto, o mérito de seu novo trabalho é mostrar como a física experimental é importante numa área onde se deposita confiança demais nas previsões feitas por computador. [Leia+]

"As coisas muito pequenas podem se comportar de maneira diferente do que a gente pensa sobre elas num sistema clássico macroscópico"


Micromotor viabiliza robôs que navegam pelas veias e artérias



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Inovação Tecnológica

Micromotores pequenos o suficiente para navegar no interior das artérias e veias do corpo humano podem se transformar nas mais modernas ferramentas para o tratamento de problemas cardiovasculares, incluindo embolias, infartos e derrames.

Os minúsculos motores estão sendo desenvolvidos por pesquisadores da Universidade Monash, na Austrália. Cada micromotor mede 250 micrômetros (um quarto de milímetro) e seu funcionamento baseia-se na energia piezoelétrica.

As cirurgias não-invasivas, ou minimamente invasivas, estão entre as preferidas pelos médicos e pacientes devido aos menores riscos, menor tempo de internação e maior conforto para o paciente.

"Se você pegar um catálogo de produtos eletrônicos, irá encontrar todo tipo de sensor, LED, chips e memória etc., que representam a última palavra em tecnologia e miniaturização. Entretanto, dê uma olhada nos motores e você encontrará poucas mudanças em relação aos motores disponíveis nos anos 1950," diz o Dr. James Friend, coordenador da pesquisa.

Foi pensando nesse hiato tecnológico que ele e sua equipe desenvolveram os novos motores piezoelétricos miniaturizados. Ao contrário dos motores elétricos rotativos convencionais, os motores piezoelétricos podem ser miniaturizados ao extremo, adaptando-se a uma série de novas aplicações. [Leia+]

"Oportunidades para micromotores estão por toda parte, em campos tão diversos quanto a biomedicina, a eletrônica, a aeronáutica e a indústria automotiva. As respostas para essas necessidades têm sido diversas, com projetos que utilizam forças de acionamento eletromagnéticas, eletrostáticas, termais e até osmóticas."


quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Nanomáquinas movidas a luz

via  Scientific American


A luz solar é excelente para produzir eletricidade. Mas que tal controlar diretamente a energia luminosa? Fótons ─ pequenos “pacotes” de luz ─ geram energia por si próprios, embora em escala relativamente pequena.

Em estudo recente uma equipe de pesquisadores da Yale University e da University of Washington reproduziu esse processo, embora em escala bastante reduzida fazendo um pequeno objeto mecânico vibrar pela incidência de um feixe de luz.

Efeitos induzidos pela luz poderiam formar a base para componentes em nanoescala, como interruptores ou roteadores, que funcionariam sem depender da rede elétrica. “Podemos usar energia luminosa para suprir a energia elétrica”, observa Hong Tang, professor-assistente de engenharia e ciência aplicada da Yale University e co-autor do estudo publicado recentemente na revista Nature. [Leia+]


"No experimento montado pelo o grupo luz laser é confinada em um guia de onda de silício montado em um chip. O guia de onda envia luz através de uma seção estreita, com 10 micrometros de comprimento e apenas 110 nanometros de espessura, que vibra ligeiramente quando atravessado pela luz."

sábado, 17 de janeiro de 2009

Levitação quântica é demonstrada pela primeira vez



via
Inovação Tecnológica

Atração vira repulsão. O resultado: levitação. Um trio de pesquisadores baseado nos Estados Unidos conseguiu obter, pela primeira vez, uma força quântica repulsiva. A descoberta poderá ser empregada em um grande número de aplicações nanotecnológicas.

O estudo, liderado por Federico Capasso, professor na Escola de Engenharia e Ciência Aplicada na Universidade Harvard, ganhou a capa da última edição da revista Nature (veja também Levitação quântica já havia sido prevista por pesquisadores brasileiros).

O feito de Capasso e equipe foi demonstrar que um inusitado efeito quântico, conhecido como força (ou efeito) de Casimir, pode se manifestar não apenas de forma atrativa, mas também repulsiva, o que traz importantes implicações para a física.

"Forças de Casimir repulsivas são de grande interesse, uma vez que podem ser usadas em sensores de força ou de torque ultrassensíveis para levitar um objeto imerso em um fluido em distâncias nanométricas da superfície. Dessa forma, esses objetos se tornam livres para realizar movimentos de rotação ou de translação em relação a outros com o mínimo de fricção estática, pois suas superfícies nunca entram em contato direto", disse Capasso. [Leia+]

" Os autores do novo estudo apontam entre as aplicações potenciais da descoberta o desenvolvimento de peças nanométricas baseadas na levitação quântica para situações em que é necessária a fricção estática ultrabaixa entre peças mecânicas micro ou nanométricas. "

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Conheça as maiores descobertas sobre o cérebro em 2008



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Terra

O ano de 2008 foi marcado por grandes descobertas sobre a parte do corpo humano que mais intriga a comunidade médica, o cérebro.

Essas descobertas se devem há um grande aumento no número de pesquisas sobre o cérebro nos últimos anos, que nos dá uma imagem muito mais clara do que está acontecendo em nossa 'massa cinzenta'.

Por conta destas descobertas, a revista New Scientist realizou uma seleção dos melhores artigos e descobertas nos últimos 12 meses. Veja aqui as 10 melhores pesquisas sobre o cérebro no ano que termina. [Leia+]

"As supostas diferenças entre os cérebros masculinos e femininos são uma constante fonte de controvérsias. A investigação sobre o tema está apontando para uma conclusão: não existe apenas um tipo de cérebro humano, mas dois."

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Pesquisadores da Universidade de Yale descobriram como fótons podem impulsionar nanomáquinas

via Inovação Tecnológica

Pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, descobriram como domar a força dos fótons, as partículas elementares da luz, e utilizá-los para impulsionar máquinas. Mais especificamente, nanomáquinas.

Pesquisadores vêm tentando há muito tempo usar a força do vento solar para impulsionar naves espaciais. Mesmo sendo uma força tão pequena que é difícil medi-la, os cientistas acreditam que ela pode ser suficiente para impulsionar as naves no ambiente espacial, onde não existe o atrito da atmosfera.

Unindo dois campos emergentes - a nanofotônica e a nanomecânica - a descoberta abre um caminho totalmente nova para a miniaturização de sistemas de processamento e transmissão de dados no interior dos chips de silício.

O experimento demonstra um fato já previsto em várias teorias, mas que até hoje não havia sido comprovado experimentalmente. Os pesquisadores demonstraram que a luz concentrada pode exercer uma força significativa sobre um dispositivo em nanoescala - uma força suficiente para movimentar nanomáquinas construídas no interior de um chip de silício. [Leia+]

"Quando os pesquisadores falam sobre forças ópticas, eles geralmente estão se referindo à pressão radiante que a luz exerce na direção de seu movimento, explica Tang. A nova força que nós estudamos na verdade surge na lateral desse fluxo de luz."

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Microscópio 4-D revoluciona a forma como vemos o mundo nano



via
novação Tecnológica

Acostumados com o cinema e a televisão, poucos se dão conta da revolução que representou a sua criação, quando, pela primeira vez, as pessoas puderam ver o passado gravado para sempre em um rolo de filme.

Agora, em um feito similar, cientistas do Instituto Tecnológica da Califórnia criaram um microscópio 4-D, capaz de capturar as três dimensões espaciais mais o tempo - uma descrição pomposa para um filme em escala atômica.

Apesar dos contínuos avanços na microscopia, esta é a primeira vez que se consegue a gravação de um filme em tempo real, no espaço real, das fugazes alterações na estrutura e na forma da matéria em uma escala de bilionésimos de metro. [Leia+]

"A nova técnica, batizada de microscopia eletrônica 4-D, foi desenvolvida pela equipe do professor Ahmed Zewail, ganhador do Prêmio Nobel de Química em 1999 pelo uso de pulsos de laser ultra-curtos para a observação de reações químicas fundamentais, como os átomos se unindo em moléculas e depois se dividindo novamente em átomos. Um fenômeno como este ocorre em uma escala de um femtosegundo, o equivalente a um milionésimo de bilionésimo de segundo."