
via Inovação TecnológicaCientistas alemães conseguiram pela primeira vez tornar o
semicondutor germânio um
supercondutor a pressão ambiente.
O
germânio foi utilizado na criação do
primeiro transístor e de toda a primeira geração desses componentes que viriam
revolucionar o mundo.
Mas ele foi logo sido substituído pelo
silício, o elemento que ainda hoje permanece como um dos principais ingredientes dos componentes
eletrônicos.
Os resultados são surpreendentes porque o
germânio não era considerado um elemento
promissor para a substituição do
silício, cujos
limites físicos para
miniaturização estão se aproximando rapidamente.
Esta descoberta, contudo, coloca o
germânio novamente no
centro das pesquisas que procuram
alternativas para o desenvolvimento de uma
nova geração de
processadores.
Supercondutores são substâncias que
conduzem eletricidade sem perdas. A maioria dos materiais somente se torna
supercondutora a
temperaturas muito baixas ou sob
altíssimas pressões.
Mas, até agora, os elementos mais utilizados pela indústria eletrônica, como
cobre,
prata e
ouro, além do próprio
germânio, recusavam-se a apresentar esta propriedade quaisquer que fossem as condições.
Os cientistas alemães adicionaram
seis átomos de gálio para cada
100 átomos de
germânio. O esperado seria que a
supercondutividade acontecesse apenas nos
aglomerados dos átomos da substância dopante, mas não foi isto que aconteceu - dopada desse forma, uma
camada de germânio de
60 nanômetros de espessura tornou-se
inteiramente supercondutora.De um ponto de vista
científico, o novo material é muito
promissor. Ele apresenta um
campo magnético crítico surpreendentemente elevado em relação à temperatura na qual ele se torna supercondutor.
[Leia+]"O uso do germânio como um novo material para os chips terá duas grandes vantagens: ele permitirá a construção de processadores mais rápidos do que os atuais e permitirá a continuidade do processo de miniaturização."