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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Cientistas gravam "pouso perfeito" de abelha



via
Terra
foto BBC Brasil

Cientistas gravaram o que chamaram de um "pouso perfeito" realizado por uma abelha. Segundo os pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália, e da Universidade de Lund, na Suécia, pouco antes de tocar a superfície, o animal muda o seu modo de vôo para um estado em que apenas paira sobre ela. [Leia+]


"A gravação, em alta velocidade, mostra ainda que a abelha analisa a superfície de pouso usando suas antenas, olhos e pernas. Em questão de milésimos de segundo, o animal toca o local de pouso com as pernas traseiras e, delicadamente, se inclina antes de parar os movimentos."

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Descoberta molécula "anticongelamento" que permite a besouro do Alasca sobreviver a 40º C negativos

via Agência FAPESP


Diferente de compostos biológicos que evitam o congelamento descobertos anteriormente, a nova molécula, denominada xylomannan, quase não tem proteína. Ela é composta de um açúcar e de um ácido graxo e, segundo os pesquisadores, pode existir em locais até então desconhecidos nas células.

A descoberta será apresentada esta semana em reunião da União Geofísica Norte-Americana, em San Francisco, e publicada em breve na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. [Leia+]

“O mais instigante é que essa molécula é um tipo de anticongelante até então desconhecido. Ela funciona, nas células, em um local e de modo totalmente diferente do que se conhecia até então”, disse Brian Barnes, diretor do Instituto de Biologia Ártica da Universidade do Alasca, e um dos autores do estudo.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Tubarões-martelo têm visão "humana", dizem pesquisadores



via
Terra
Tradução Paulo Migliacci
Foto National Geographic


A cabeça em forma de T que distingue os tubarões-martelo lhes propicia uma visão semelhante à humana, de acordo com um novo estudo.

'Sempre houve ideias sobre os motivos para que os tubarões-martelo tenham aquela cabeça esquisita, mas ninguém havia avaliado essas hipóteses de forma sistemática, até recentemente', disse Stephen Kajiura, biólogo sensório da Universidade Florida Atlantic, um dos participantes do estudo.

Com base na atividade elétrica dos olhos dos tubarões, os cientistas acreditam que a forma da cabeça lhes propicie excelente visão estéreo e percepção de profundidade, como a dos seres humanos. Esses traços podem ajudar animais marinhos a caçar presas velozes. [Leia+]

"A equipe constatou que a sobreposição entre aquilo que os tubarões-martelo podiam ver com o olho esquerdo e o direito era três vezes maior que registrada em tubarões com outras conformações oculares."

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

A mergulhadora russa Julia Petrik nada em águas geladas ao lado de baleias-brancas sem tanque de ar



via
Terra

A mergulhadora russa perfura a camada de gelo em quase meio metro e interage com os animais em águas de até -2ºC. Acima do gelo, as temperaturas chegam a -15ºC. [Leia+]

"Ela consegue prender a respiração por mais de dois minutos e é considerada uma das melhores praticantes de mergulho livre na Rússia, uma modalidade de mergulho sem o uso de tanques de ar."

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Cientistas fotografam peixe raro a 7,6 mil metros de profundidade



via
G1 [Ciência e Saúde]
Foto: BBC/Oceanlab

Cientistas que trabalham na costa da Nova Zelândia conseguiram fotografar peixes que habitam regiões profundas do oceano, 7.560 metros abaixo da superfície.

É a primeira vez que se vê peixes vivos em tamanha profundidade no Hemisfério Sul.

As criaturas, de aparência estranha e coloração rosada, foram fotografadas quando nadavam na Fossa de Kermadec, uma vala situada no fundo do mar perto da costa neo-zelandesa.

Os peixes foram fotografados com o uso de um minissubmarino acoplado com uma câmera, conectado a um barco e controlado a partir da superfície.

"Essas espécies nunca são encontradas fora das fossas - são regiões muito isoladas. Você pode imaginar as fossas como se fossem ilhas." [Leia+]

"O recorde oficial do peixe encontrado à maior profundidade é do Abyssobrotula galatheae, localizado no fundo da Fossa de Porto Rico, em 1970, a uma profundidade de mais de 8.370 metros."

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Coalas podem ser extintos em 30 anos



via
VEJA.com
Foto Reuters

Os coalas, animais típicos da Austrália, podem estar com os dias contados. Especialistas alertam que eles podem estar extintos em 30 anos, a menos que seja tomada uma atitude urgente para conter o declínio dessa população. [Leia+]

"Entre os culpados estão as alterações climáticas e os incêndios florestais. Segundo os estudiosos, o clima mais quente e seco - resultado do aquecimento global - tem contribuído para a redução dos alimentos básicos desses animais, as folhas de eucalipto, levando à desnutrição."

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Tigres correm risco de estarem extintos na natureza dentro de 20 anos
















via Folha Online
da Reuters, em Katmandu
Foto Reuters
Os tigres que vivem livres na natureza podem se extinguir em todo o mundo dentro de duas décadas, a não ser que sejam intensificados os esforços de conservação para frear o declínio de sua população, disseram especialistas em vida selvagem nesta quarta-feira.

Estima-se que hoje existam apenas 3.500 tigres vivendo livres em 12 países asiáticos e na Rússia, contra cerca de 100 mil há um século, disseram especialistas e conservacionistas.

Os tigres vêm sendo caçados ilegalmente para a extração de partes de seus corpos, e a Ásia está ao centro de um comércio ilegal de animais selvagens que a organização policial internacional Interpol estima possa movimentar mais de US$ 20 bilhões dólares por ano. [Leia+]


"Se a conservação dos tigres continuar sendo tratada como vem sendo até agora, a população de tigres estará fadada à extinção nos próximos 15 a 20 anos", disse à Reuters o diretor de programas do Fundo Salvar os Tigres, de Washington, Mahendra Shrestha, falando durante uma conferência sobre a conservação de tigres. "

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Extinção de espécies de água doce atinge níveis alarmantes, dizem cientistas



via
Folha Online [BBC Brasil]
da BBC Brasil

Cientistas alertaram que a extinção de espécies de água doce atingiu níveis alarmantes, tornando os animais destes ecossistemas os mais ameaçados do mundo.

Peixes, sapos, tartarugas e crocodilos que vivem em rios, lagoas e mangues estão desaparecendo em um ritmo entre quatro e seis vezes mais acelerado que as espécies terrestres ou marinhas, segundo especialistas internacionais que se reúnem a partir desta terça-feira (13), na Cidade do Cabo, na África do Sul, para a Conferência do programa Diversitas sobre biodiversidade.

"Há evidências científicas claras e crescentes de que estamos à beira de enorme crise de biodiversidade em água doce. No entanto, poucos sabem do catastrófico declínio em biodiversidade em água doce tanto em escala local como global", disse Klement Tockner, do Instituto Leibniz de Berlim. [Leia+]

"Nós certamente não vamos atingir as metas de reduzir as taxas de perda de biodiversidade até 2010 e, como consequência, também não vamos atingir os objetivos ambientais até 2015 dentro das Metas de Desenvolvimento do Milênio da ONU para melhorar a saúde e as vidas das pessoas mais pobres e vulneráveis do mundo"

sábado, 3 de outubro de 2009

Conferência da ONU alerta que 70% do planeta pode sofrer com seca em 2025



via
Folha Online
da France Presse, em Buenos Aires

Quase 70% do planeta será afetado pela seca em 2025 se não forem aplicadas políticas para frear este flagelo, advertiu nesta sexta-feira (2) em Buenos Aires Luc Gnacadja, secretário da Convenção da ONU de Combate à Desertificação.

'Se não conseguirmos solucionar este problema da Terra, em 2025 quase 70% dela estará muito afetada', destacou Gnacadja, falando em uma conferência. [Leia+]

"Atualmente, a seca afeta pelo menos 41% do planeta, e o processo de degradação aumentou entre 15% e 25% desde 1990, segundo um relatório sobre a situação climática mundial apresentado à imprensa durante o encontro."

sábado, 26 de setembro de 2009

Humanidade esgota seu "espaço de operação", dizem cientistas



via Folha Online

A humanidade pode estar tirando o planeta da excepcional estabilidade ambiental em que ele se encontra há 10 mil anos e lançando-o numa zona turbulenta com consequências 'catastróficas'. O novo alerta é feito por um grupo internacional de 29 cientistas, em artigo nesta semana na revista 'Nature'.

O time reúne alguns dos maiores especialistas no sistema terrestre, entre eles o holandês Paul Crutzen, Nobel de Química em 95 por seu trabalho sobre a camada de ozônio.

Eles identificaram nove fatores-chave do funcionamento do planeta que não deveriam ser perturbados além de um certo limite para que a estabilidade ambiental que permitiu o florescimento da civilização continue por milhares de anos.

Acontece que, dos nove 'limiares planetários', como o artigo chama esses fatores, três já foram excedidos de longe: a mudança climática, a perda da biodiversidade e a alteração no ciclo do nitrogênio. Sobre dois deles, a poluição química e o lançamento de aerossóis na atmosfera, não há informação suficiente.

Outros três --uso de água doce, mudança no uso da terra e acidificação dos oceanos-- ainda não tiveram seus limites ultrapassados, mas terão, se as atividades humanas mantiverem o ritmo e o caráter atuais. [Leia+]

"Um único limiar, a destruição do ozônio estratosférico, está sendo revertido aos valores pré-industriais.

Lagarto-leopardo e mais 162 espécies são descobertas na Ásia



via
Terra

A World Wildlife Fund (WWF), ONG que luta pela proteção da vida selvagem, anunciou nesta sexta-feira a descoberta de 163 novas espécies - incluindo um lagarto leopardo e uma rã com presas - na bacia do rio Mekong, no sudeste da Ásia.

Entre os achados, estão 100 novas plantas, 28 peixes, 18 répteis, 14 anfíbios, dois mamíferos e uma ave. As informações são do jornal espanhol El Mundo. [Leia+]

"A ONG alerta que somente 5% do habitat destas espécies está intacto e o aquecimento global acelera o risco de extinção da fauna e flora. A região de 4.350 km ao longo do rio Mekong se estende do sudoeste da China pelo Vietnã, Laos, Camboja, Tailândia e Mianmar."

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Plásticos se decompõem na água e liberam toxinas, diz pesquisa



via
Terra

Os resíduos plásticos que acreditava-se que eram indestrutíveis se decompõem rapidamente na água e liberam substâncias tóxicas em todos os mares do mundo, afirmou um estudo apresentado hoje na reunião anual da Sociedade Química dos Estados Unidos em Washington.

'Acreditava-se que os plásticos de uso diário eram em geral muito estáveis', indicou Katsuhiko Saido, cientista que dirigiu a pesquisa.

'Descobrimos que o plástico no oceano na realidade se decompõe ao ficar exposto à água e ao sol e a outras condições ambientais. Esta é outra fonte de poluição global que continuará no futuro', disse. [Leia+]

"Saido ressaltou que todos os anos são jogadas nos rios japoneses 150 mil toneladas de resíduos plásticos, principalmente objeto de espuma plástica (Styrofoam) e o mesmo ocorre em outros mares."

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Pequenos organismos podem agitar o oceano como o vento

via Ciência e Saúde
Henry Fountain
The New York Times

O que agita o mar? Ventos e ondas, certamente. No entanto, cientistas há muito tempo se perguntam como o movimento de peixes e outros organismos - mesmo os mais pequeninos, como o zooplâncton - pode contribuir para a agitação do oceano.

Um estudo realizado por Kakani Katija, doutorando da California Institute of Technology, e seu orientador, John O. Dabiri, determinou que o movimento dos organismos do oceano gera uma contribuição significativa.

No entanto, os pesquisadores não se referem aos efeitos de barbatanas ou nadadeiras farfalhantes. Em vez disso, como relatam na 'Nature', a agitação é causada apenas pelo movimento dos corpos na água.

O conceito, chamado de 'corrente fluida', foi proposto inicialmente pelo neto de Charles Darwin, também chamado de Charles.

A ideia é que um corpo que se movimenta através de um fluido coloca em movimento o fluido ao seu redor. O efeito depende da forma e do tamanho do corpo e é acentuado se o fluido é viscoso. Para pequenos organismos, a água do mar é relativamente bastante viscosa. [Leia+] [Tradução Gabriela d'Avila]

"Os pesquisadores estimaram que, globalmente, a agitação do oceano causada pelo efeito de pequenas criaturas marinhas era praticamente igual àquela causada por ventos e ondas. Entretanto, a estimativa dos pesquisadores foi conservadora, dizem eles, pois consideraram apenas as criaturas que nadavam sozinhas."

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Experimentos detectam sinais elétricos em plantas



via
Agência USP
Antonio Carlos Quinto

Experimentos realizados no Laboratório de Física Aplicada e Computacional [Lafac] da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos [FZEA] da USP demonstraram que as plantas possuem sinais elétricos e que podem, inclusive, ser medidos.

Nos testes realizados com a espécie Epipremnum pinnatum, popularmente conhecida como Jibóia, foram detectados sinais emitidos em pequenas freqüências, da ordem de microvolts. [Leia+]

“Podemos imaginar melhores maneiras de se monitorar o comportamento e emissão de sinais de plantas cultivadas em estufas. Testar quais os melhores ambientes, intensidades de luz, som, etc.”

terça-feira, 14 de julho de 2009

Pensamento "verde" pode impulsionar comércio de e-paper, diz estudo



via
iG [Tecnologia]
Por Stella Dauer

Apesar de caro, o e-paper pode ajudar a salvar a natureza. Um estudo feito pelo Gartner e publicado pelo site IT PRO mostra que a busca pela economia de papel e o uso de produtos menos poluentes pode aumentar as vendas e adoção do e-paper.

Além de proporcionar economia de papel evitando o papel impresso (especialmente de livros, revistas e jornais), o e-paper consome pouca energia se comparado a monitores LCD. “Seus potenciais benefícios ao meio ambiente são significativos, resultando na salvação de árvores, evitando o gasto de água e reduzindo as emissões de CO2” informa o relatório do Gartner.

Por conta desse apelo ecológico, o e-paper deve superar outros tipos de tela em produtos de consumo, publicidade e até mesmo em aplicações empresariais, mas para chegar a esse patamar ainda precisa melhorar suas características. A forma como processa cores e vídeo e uma queda nos preços são fatores que farão o e-paper se tornar competitivo no mercado.

O e-paper já é bastante utilizado em leitores de e-book como o Kindle, da Amazon, e também em celulares e relógios. Seu uso em anúncios de rua e computadores já está sendo desenvolvido, e novos recursos como interação por toque e habilidade de re-escrita já estão em teste. [leia+]

“O e-paper tem algumas barreiras a transpor antes de ser viável comercialmente para as massas. De qualquer forma, já está gerando um enorme interesse e nós esperamos que a adoção aumente nos próximos anos enquanto a tecnologia se desenvolve”

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Cientistas discutem riscos do aquecimento global para Rio e São Paulo

via MCT

Identificar os riscos do aquecimento global nas duas megacidades brasileiras, Rio de Janeiro e São Paulo, mas também os benefícios em segurança e desenvolvimento socioeconômico das ações de adaptação e mitigação.

Estes são os objetivos do estudo liderado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que estão promovendo dois Painéis de Especialistas com representantes da comunidade acadêmica internacional e nacional, bem como gestores de políticas públicas e formadores de opinião.

O primeiro Painel começa hoje (13) no Rio de Janeiro, na Escola Nacional de Botânica Tropical, que fica no Jardim Botânico. Durante três dias serão discutidas as relações entre mudanças climáticas, megacidades, urbanização, vulnerabilidade, desigualdade, adaptação e mitigação.

Na próxima semana será a vez de mapear os impactos do aquecimento global em São Paulo. De 20 a 22 de julho, o workshop acontece na sede da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Influenciar as políticas públicas e as tomadas de decisão através do Plano Nacional de Mudanças Climáticas e de planos estaduais também é objetivo do estudo, que está sendo financiado pela Embaixada do Reino Unido, pela Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais (Rede CLIMA) e pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para as Mudanças Climáticas, com o apoio do Programa FAPESP de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Secretaria do Ambiente do Estado do Rio de Janeiro. [Leia+]

“O principal resultado esperado destes Painéis é a identificação das maiores vulnerabilidades das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro frente às mudanças climáticas já observadas e as projeções de tais mudanças ao longo desse século”, diz Carlos Nobre, coordenador do estudo pelo Inpe. Na Unicamp, o projeto é liderado por Daniel Hogan. Também colabora Magda Lombardo, da Unesp."

O universo luminoso dos fungos bioluminescentes


via Scientific American Brasil
por Ricardo Braga-Neto e Cassius V. Stevani

A bioluminescência é um fenômeno natural bastante conhecido em alguns grupos de animais, como vaga-lumes, pirilampos, mosquitos, peixes e moluscos. Ela ocorre também em dezenas de espécies de fungos, embora poucas pessoas já tenham presenciado esse fenômeno.

Até recentemente, o conhecimento sobre as espécies de fungos bioluminescentes estava concentrado, sobretudo, em regiões temperadas do hemisfério norte e na Australásia. Mas pesquisas recentes, na Mata Atlântica e na Amazônia, descobriram muitas espécies novas e novos registros de bioluminescência, evidenciando que pouco se conhece sobre a biodiversidade de fungos no Brasil.

Em 2008, Dennis Desjardin, da San Francisco University State e colaboradores publicaram uma revisão sobre fungos bioluminescentes, atualizando e expandindo o trabalho de E. C. Wassink, de 1978, ‘Luminescence in fungi’, que se referia principalmente a espécies asiáticas e europeias. Segundo a revisão, são conhecidas 64 espécies de fungos bioluminescentes no planeta.

Nesses 30 anos, as novas descobertas de bioluminescência descritas por Desjardin e os demais autores são referentes ao Brasil, principalmente à região Sudeste. O Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (Petar), em São Paulo, é o local onde se conhece o maior número de espécies simpátricas – espécies que ocorrem na mesma região – de fungos bioluminescentes de todo o mundo.

No total, são sete espécies identificadas (Gerronema viridilucens, Mycena lucentipes, Mycena discobasis, Mycena singeri, Mycena luxaeterna, Mycena asterina, Mycena fera) e uma do gênero Mycena em fase de descrição. [Leia+]

"A história dessas descobertas começou com o biólogo João Ruffi n Leme de Godoy. Grande conhecedor da região do Vale do Ribeira, ele descobriu de que alguns desses fungos eram conhecidos por moradores do parque em uma enorme jabuticabeira e convidou o químico especialista em bioluminescência Cassius V. Stevani, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo, para visitar o local."

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Satélites da Nasa exibem redução da camada de gelo no Ártico



via
Terra
Com informações da agência Efe e da Nasa.

As últimas imagens obtidas pelos satélites da Nasa, a agência espacial americana, mostraram que a camada de gelo que cobre a região ártica diminuiu de forma considerável entre os invernos de 2005 e 2008 e foi substituída por gelo temporário muito mais fino.

Em um relatório divulgado pela revista Journal of Geophysical Research: Oceans, cientistas da Nasa e da Universidade de Seattle disseram ter usado dados dos satélites para calcular o volume e a grossura do gelo ártico. De acordo com essas medições, a camada de gelo diminuiu cerca de 17 centímetros por ano, o que somou um total de 68 centímetros nos quatro invernos.

Por outra parte, a superfície total coberta pelo chamado 'gelo eterno' ou que sobreviveu por vários verões caiu 42%. Geralmente, o gelo formado apenas no inverno chega a uma altura de dois metros. O que sobrevive vários anos tem uma média de três metros.

De acordo com o comunicado do JPL, entre 2004 e 2008, a cobertura de gelo ártico diminuiu em 1,54 milhão de km quadrados, uma área equivalente ao estado americano do Alasca. [Leia+]

"Esta é mais uma prova da rápida transformação que está ocorrendo na camada de gelo que cobre o Ártico', diz o comunicado do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa. Segundo estudos científicos, essa transformação foi causada pelo aumento das temperaturas atmosféricas no mundo todo e cujos resultados são evidentes também nas geleiras da Groenlândia e da Antártida."

terça-feira, 7 de julho de 2009

"Superpredador" híbrido invade lagos da Califórnia


via Terra

Christine Dell'Amore
Da National Geographic


O acasalamento entre as salamandras-tigre nativas da Califórnia e uma espécie introduzida no Estado décadas atrás, a salamandra-tigre listrada, produziu um monstro - ao menos para os animais que habitam os lagos na região do vale do rio Salinas, na Califórnia.

O novo 'superpredador' híbrido se desenvolve até atingir tamanho superior ao de qualquer das duas espécies de origem e a boca maior de que o novo animal está dotado permite que este sugue ampla variedade de presas anfíbias, de acordo com a bióloga Maureen Ryan, aluna de pós-graduação do Centro de Biologia da População na Universidade da Califórnia em Davis, que conduziu um estudo sobre a situação da nova espécie.

As salamandras-tigres listradas foram introduzidas na Califórnia nos anos 40 e 50, provenientes do Texas. Híbridos entre a espécie invasora e as salamandras nativas agora ocupam cerca de 20% do habitat mais amplo da espécie nativa, no vale de Salinas.

A espécie local de salamandras é classificada como espécie em risco de extinção nos condados de Sonoma e Barbara e como ameaçada no restante de seu habitat de origem, nos termos da Lei de Proteção a Espécies em Risco dos Estados Unidos.

Tomar medidas que resultem em extirpar a população de salamandras híbridas representaria um 'dilema ético', de acordo com Ryan, a diretora da pesquisa sobre essa espécie. 'De uma perspectiva da conservação de espécies, existem muitas questões profundas quanto ao que se deveria fazer em uma situação como essa'.

Afinal, as salamandras híbridas também são ao menos em parte uma espécie ameaçada. 'O que deveríamos fazer, em um caso como esse? Protegê-las porque são pelo menos em parte nativas da região?' [Leia+] [Tradução Paulo Migliacci] [The New York Times]

'As salamandras híbridas parecem ser mais vorazes e um pouco mais agressivas', afirmou Ryan. 'Com base na observação de seu comportamento, é possível perceber que elas atacam umas às outras, e também às potenciais presas, de maneira intensiva'.

Aranha cria réplica de si mesma para fugir de predadores



via
Terra

Cientistas da Universidade de Tunghai, em Taichung (Taiwan) descobriram uma espécie de aranha, a Cyclosa mulmeinensis, que pode ser o primeiro animal do mundo a criar uma réplica de si mesmo em tamanho real que funciona como estratégia para escapar de ataques de predadores. As informações são do jornal El Mundo.

Não é comum que os animais criem uma réplica de si mesmos em tamanho real, essa é uma estratégia que tem surpreendido os biólogos.

A Cyclosa mulmeinensis, de acordo com o artigo publicado na revista Animal Behaviour , decora as suas teias como detritos, partes de plantas, restos de presas ou sacos de ovos. [Leia+]

"Uma vez que estas réplicas são mais frequentemente atacadas que o próprio animal, parece seguro concluir que 'as decorações criadas pelas aranhas Cyclosa funcionam como um sistema antipredatório que substitui a camuflagem. Os benefícios de uma fuga bem-sucedida parecem compensar os custos associados', afirmou o pesquisador I-Min Tso."