quinta-feira, 21 de junho de 2007

Reprogramação: de volta para a imortalidade

via G1 - Alysson Muotri
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Na última coluna do ano passado (aqui), cantei a bola de que a reprogramação celular poderia ser um eventual assunto bombástico em 2007. Bola na caçapa. Aliás, foram duas com uma tacada só: reprogramação celular e modificações epigenéticas (alterações químicas no DNA, hereditárias, mas que não afetam o código genético propriamente dito). Mas não foi difícil adivinhar que uma viria ligada a outra: afinal, a reprogramação requer que as instruções epigenéticas do DNA sejam, de fato, alteradas.

O assunto tem tido grande destaque nos principais jornais e revistas do mundo. Isso porque essa tecnologia representa uma nova forma de medicina e, logicamente, com alto potencial lucrativo: prevê o uso terapêutico das próprias células do paciente. Com toda a certeza, quando estiver em uso, a nova técnica será superior aos recursos dos cirurgiões ou às drogas não-específicas dos oncologistas.

A reprogramação consiste em fazer com que uma célula já especializada volte a assumir uma forma mais maleável e potente. Por exemplo, pode-se retirar células da pele de um indivíduo adulto e transformá-la numa célula não-especializada, indiferenciada e com a capacidade de se dividir indefinidamente.

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