terça-feira, 7 de julho de 2009

Neuromancer: Obra que inspirou "Matrix" completa 25 anos



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Terra [ Internet]

Quem já assistiu à trilogia Matrix, dos irmãos Wachowski, pode até pensar que o enredo e a ambientação tecnológica são recentes. Mas muito do argumento dos filmes, entretanto, é baseado no livro ciberpunk Neuromancer de William Gibson, que acaba de completar 25 anos - foi publicado pela primeira vez em julho de 1984.

A história de Neuromancer se passa nos Estados Unidos, em uma realidade hiperfuturista. O principal personagem é Case, um hacker que se deu mal após tentar roubar seus patrões. Depois, não consegue mais acessar a Matrix (uma rede mundial de computadores) por causa de microtoxinas inseridas em seu cérebro.

É encontrado por Molly, uma mulher que possui estranhos implantes no lugar dos olhos e que o leva para conhecer um ex-oficial das Forças Especiais que promete restaurar seu acesso à Matrix e salvar sua vida em troca do cumprimento de uma missão com objetivos obscuros. A aventura envolve o mundo virtual, invasões de sistemas e muitas relações de humanos com máquinas.

O site Switched discorre sobre o quanto o livro conseguiu prever com bastante precisão a respeito do nosso mundo atual, do ponto de vista tecnológico, político e social.

O fato de ter inspirado a trilogia Matrix mostra que continua atual e relevante. A grande rede ficcional é retratada de forma tão semelhante à web que temos hoje, tanto na apresentação como no uso, que o site PC World sugere que seu projeto tenha sido influenciado pelo livro.

Porém, seus conceitos tridimensionais de ciberespaço só podem ser fracamente refletidos em sites como o Second Life, afirma o Switched. Outro aprimoramento tecnológico que ainda não está tão próximo de ser conseguido é a implantação de chips diretamente na cabeça através de um plug, os 'microsofts', que aumentam habilidades e conhecimentos de seus usuários.

Outras tecnologias apresentadas por Gibson no livro podem estar a caminho. O autor fala sobre o 'simstim', habilidade que permite a consciência de duas pessoas ocuparem um mesmo corpo e também do surfe pela internet através de um plug no cérebro.

A inteligência artificial ganha um poder muito maior em Neuromancer do que temos na vida real, hoje. Um exemplo é o caso do hacker McCoy Pauley, que mesmo após estar morto tem seu cérebro acessado por algumas pessoas e copiado para a rede, transformado em indivíduo vivo - chamado 'construct' por Gibson - apenas na rede. [Leia+]

Um comentário:

Sr. C disse...

massa!!
eu li Neuromancer por causa do seu post, e agradeço!
Muito bom o livro, e ótimo post
vlw!