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sábado, 31 de outubro de 2009

A saia da moça e a ira dos boçais



via
Veja.com
por Augusto Nunes

Os estudantes da Uniban engolem em silêncio mensalidades abusivas, professores medíocres e o sistema de ensino que fabrica fortes candidatos ao desemprego. Só não engolem uma jovem com a saia curtíssima. Os estudantes da Uniban aceitam com mansidão bovina a corrupção institucionalizada, os impostos extorsivos, o oportunismo pelego da UNE, a roubalheira bilionária, a procissão de escândalos, a decomposição moral do Brasil. Só não conseguem controlar a indignação e domar a cólera se aparece uma jovem com as pernas à mostra. [Leia+]

"A idiotia é contagiosa, confirma o comportamento abjeto da multidão que toma de assalto o campus da Uniban em São Bernardo para condenar ao linchamento a aluna audaciosa e tentar executar a sentença. O que há com o Brasil que está ficando cada vez mais jeca, mais selvagem, mais caipira, mais boçal?, estaria perguntando Nelson Rodrigues."

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Especialista diz que falta ambição para blogs brasileiros

Yahoo! Notícias
Por Gustavo Miller

Existem poucas pessoas que, além de terem blogs, estudam o fenômeno que essa nova mídia trouxe para a comunicação nos últimos anos. O jornalista Alexandre Inagaki é uma delas. Desde 2002 ele escreve no Pensar Enlouquece, Pense Nisso (www.pensarenlouquece.com), uma das páginas com maior credibilidade da web.

Como você avalia esses 10 anos de blogs em português?

ALEXANDRE INAGAKI - A evolução que teve foi a profissionalização dos blogs no Brasil, o fato que dá realmente para ganhar dinheiro diretamente com eles. O que sempre existiu e o que ainda é a grande forma de monetização são as oportunidades que você consegue através dos blogs. Há alguns anos a blogueira Daniela Abade procurava uma editora para publicar seu livro. Quem o editou foi outra blogueira, a Alessandra Félix. Comecei a trabalhar com publicidade após o convite de um leitor, que queria alguém que se relacionasse bem com a web. Virei relações públicas da empresa dele.

Por isso a Blog Content?

ALEXANDRE INAGAKI - Ela é uma empresa de consultoria, que surgiu devido a tremenda demanda que agências, empresas e grandes portais querem para trabalhar com essa nova mídia. Pelo fato de eu e meus sócios termos esse traquejo, de blogueiros que levam a sério o blog até com ambições profissionais e conhecem profundamente a blogosfera desde os seus primórdios, conseguimos fazer esse trânsito entre a molecada e o mercado. [Leia+]


"Isso é meio retrato de uma geração. As pessoas estão sem ideologia e são individualistas. Muitos blogueiros não linkam alguém sem um interesse por trás. Importa se ele vai me render mais visitas, não se ele é interessante."

sábado, 8 de março de 2008

sábado, 9 de fevereiro de 2008

"Praticamente não restam mais dúvidas de que os Estados Unidos entrarão em recessão."



via Estadao

A avaliação é do diretor executivo para mercados emergentes do banco WestLB, Ricardo Amorim. 'A impressão que há é que já estamos em recessão', disse o economista, em entrevista ao AE Broadcast Ao Vivo, de Nova York. [+]

"A questão não é saber se os EUA vão entrar em recessão. A aposta é de quão profunda e severa será a recessão"

O Google emburrece?

via IG

por Luis Nassif

Apesar do titulo forçado – “Estudo destrói mito de que Geração Google é melhor no mundo virtual” -, uma boa discussão no caderno Mundo da “Folha” .

O estudo é 'Comportamento Informativo do Pesquisador do Futuro', liderado por Ian Rowlands, da University College de Londres.

De acordo com ele, o uso da internet é superficial, promíscuo e “rápido, e respostas com pouca credibilidade encontradas por ferramentas de busca como Google ou Yahoo prevalecem. [+]

"Acadêmicos mais jovens não estão usando conteúdo de bibliotecas de uma maneira séria. Usam o Google, porque é mais conveniente. Isso vai limitar seus horizonte de pesquisa'."

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

"Será possível viver uma vida ética sem religião?"



via
De Rerum Natura

Richard Norman, professor de Filosofia na Universidade de Kent, autor do livro On Humanism, e membro da Associação Humanista Britânica, é entrevistado por David Edmons e Nigel Warburton e responde a perguntas como "Será possível viver uma vida ética sem religião?" e "O que é o humanismo?" A entrevista é em áudio e em inglês. Aqui. [+]

"Ser neurocientista é ser uma espécie de astrônomo."



via
NeuroLog (G1)

por Miguel Nicolelis

"Ser neurocientista é ser uma espécie de astrônomo. Enquanto astrônomos observam o céu em busca de estrelas e galáxias, esperando um dia entender de onde vem a vastidão que nos cerca, neurocientistas devotam suas vidas investigando a atividade de enormes redes de células cerebrais que conjuntamente definem um microcosmo tão complexo e esplendoroso quanto o Universo que cobre as nossas cabeças.”

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Nós, humanos, temos o direito de jogar uma lagosta viva na água fervente? Temos o direito de comer um peixe fatiado ainda vivo?



via
SUPERINTERESSANTE

Dagomir Marquezi, jornalista.

"(...) A questão ultrapassa a esfera da ética e da civilidade. A Sars nasce no chão imundo dos mercados chineses. A doença da vaca louca permanente ameaça na nossa pátria do churrasco surgiu quando obrigamos o gado a se canibalizar.

O terrível ebola se espalha com cada homem africano que devora nossos primos biológicos, gorilas e chimpanzés. Vírus mutantes saltam do sangue de aves para o dos homens sem defesas naturais.

Segundo a revista inglesa The Economist, nada menos que 60% das doenças humanas surgidas nos últimos 20 anos têm origem em outras espécies animais. (...)" [+]

"Temos um caminho inteligente: racionalizar, humanizar e diminuir cada vez mais o consumo de animais. Ou podemos continuar o banho de sangue. Aí, todos nós pagaremos o preço."

terça-feira, 6 de novembro de 2007

A ciência do marketing

via Jornal de Negócios Online

Miguel d’Abreu Varela (Portugal)

Numa era de mudança histórica dos sistemas sociais, o marketing já não se limita apenas a uma função empresarial. De facto, o marketing invadiu todo o espaço social. Torna-se difícil imaginar uma sociedade pós-industrial e globalizada sem o factor “marketing” no dia-a-dia das nossas vidas na gestão das relações sociais.


Uma nova realidade emerge na nossa era: novas comunicações e simbioses entre o passado e o futuro, novas ameaças e oportunidades e diferentes formas de abundância e escassez. Os mercados emergentes da Sociedade da Informação estão nas suas fases de maturidade enquanto que nos mercados tradicionais, ainda herdados da Sociedade Industrial, estão profundamente alterados os padrões de comportamento dos agentes.

Actualmente, a oferta de produtos e serviços supera a dimensão da procura. Este fenómeno de overchoice realça a importância crescente do marketing na diferenciação dos produtos e serviços cada vez mais semelhantes, assumindo um papel de destaque como função interpretativa e geradora de valor para o mercado numa sociedade em mutação, caracterizada por um dinamismo vertiginoso.

A economia baseia-se num mercado de consumidores informados e exigentes, razões que legitimam o marketing como um conhecimento científico aplicado. Drucker definia marketing como o processo através do qual a economia é integrada à sociedade para servir as necessidades humanas.


A nova lógica de mercado baseia-se na preponderância do marketing em todo o processo estratégico e operacional das organizações. A valorização do factor “mercado” tornou-se realidade quando este adquiriu exigências inerentes a uma melhoria qualitativa do nível de vida das famílias.

O marketing, face a um mercado qualificado e complexo, constitui as premissas de uma ciência aplicada recente, superando a mera orientação da gestão comercial. A natureza da compra supera a funcionalidade do produto pelo que o marketing estuda a significação social dos produtos, desenvolvendo a sua interdisciplinaridade com as ciências sociais.

Como ciência, está a construir o seu corpo teórico tem um objecto de estudo definido e uma metodologia qualiquantitativa. As funções de marketing ao nível da decisão devem ser assumidas por quadros com experiência suficiente que permita uma visão global e transdisciplinar da realidade económica e da gestão: uma visão que contemple a economia, a gestão, a psicologia, a sociologia, a estatística, entre outras ciências.

Daí que o marketeer tende a ser mais generalista do que especialista, devido ao conjunto de ciências envolvidas na sua compreensão e também da complexidade dos fenómenos múltiplos que envolvem a acção e a estratégia de marketing e da organização, sendo responsável pela razão de ser e da evolução do próprio “core business”.

As empresas são forçadas a encontrar processos para se viabilizarem dentro do seu próprio ecossistema e a gestão da mudança implica capacidade de adaptação e de decisão em sistemas caracterizados por complexos serviços e produtos pluriopcionais, de alta inteligência incorporada e em função das especificações dos clientes. [Leia+]

sábado, 3 de novembro de 2007

Você é superdotado?

via Folha Online

por Gilberto Dimenstein

Foi concluído neste mês estudo mostrando que cerca de 18% de estudantes de duas escolas municipais em bairros pobres da cidade de São Paulo são superdotados. Mas o que são superdotados? Esqueça o que você sabe ou pensa que sabe sobre o assunto.

Há um esforço entre especialistas de desmistificar o superdotado, que se associa à figura do gênio, desses que tocam piano excepcionalmente bem aos cinco anos de idade ou resolvem precocemente equações matemáticas. O conceito mais apropriado é o de alta habilidade.

São estudantes com habilidades acima da média em artes, matemática, ciências, liderança, esportes ou português.


Valorizam-se, assim, as mais diferentes habilidades, porque, na verdade, existem diferentes tipos de inteligências. Existem aqui vários problemas pela falta de conhecimento sobre altas habilidades. O mais óbvio deles é como as escolas, especialmente as públicas, não sabem identificar os superdotados. Nem muito menos como ajudá-los.

Existem aqui vários problemas pela falta de conhecimento sobre altas habilidades. O mais óbvio deles é como as escolas, especialmente as públicas, não sabem identificar os superdotados. Nem muito menos como ajudá-los.

Como, muitas vezes, os altamente habilidosos não suportam a rotina escolar, eles são desprezados e punidos. E, não raro, tratados com antidepressivos. É comum superdotados serem hiperativos ou terem distúrbio de atenção.

Por causa da péssima educação pública, nosso maior desperdício é o de talentos em geral. Isso se torna ainda mais grave diante dessa multidão de indivíduos que nasceram como uma altíssima propensão ao talento. O que, se estatística estiver correta, estamos falando de cerca de 10 milhões de estudantes. Jogamos fora o que temos de melhor e, não raro, alguns deles são recrutados pelo o que existe de pior.

Para ajudar pais e professores, coloquei em meu site uma série de dados para aprender a desconfiar se estão diante de crianças e jovens superdotados.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Conhecimento, marca e cultura são os únicos ativos de uma empresa.

via IDG Now!

Por Daniel Domeneghetti




Na minha visão, cada vez mais, conhecimento, marca e cultura/valores corporativos são os únicos ativos realmente próprios e de certa maneira inimitáveis de uma empresa.

O gerenciamento do conhecimento parte da premissa que todo conhecimento existente na empresa, na cabeça das pessoas, nas veias dos processos e no coração dos departamentos, pertence à empresa. Para que isso seja verdade factível, deve ter portabilidade; ou seja: para ser da empresa, deve transformar-se em pacote, rotina, modelo, saindo da cabeça das pessoas e tornando-se utilizável e reutilizável por outras pessoas.

Este conhecimento é uma espiral evolutiva. Não é finito, imutável, nem pré-determinado. A cada interação, colaboração entre diferentes cérebros, evolui. Uma learning organization, de fato, parte da premissa que todo conhecimento deve estar disponível na empresa, pois esta aprende com sua evolução.

Além do learning organization de Peter Senge (empresa que aprende com o meio e evolui), os conceitos “empresa viva” de Arie de Geus (analogia da empresa como organismos vivos) e “empresa quântica” de Clemente Nóbrega (analogia com conceitos da física quântica - fractais, sistemas abertos e teoria do caos) são, hoje, três dos fundamentos mais poderosos para a modelagem das organizações do século 21.

Gerenciamento do conhecimento (KM) significa organizar e sistematizar, em todas as suas relações, relacionamentos e trocas, a capacidade de uma empresa de captar, gerar, criar, analisar, traduzir, transformar, modelar, armazenar, disseminar, implementar e gerenciar a informação que flui por sua organização, tanto interna, quando externa, transformando-a efetivamente em conhecimento, distribuindo-a (ou tornando-a acessível) de maneira personalizada para quem de interesse. As fronteiras das empresas devem ser como membranas, finas, seletivas, mas abertas, permitindo fluidez e renovação. [Leia+]

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Lao Tsé [Tao Te Ching] Verso 16

via Saindo da Matrix



Quem conserva o Vazio Absoluto permanece na Paz Perfeita. Todas as coisas têm uma mesma origem. Contemplamos sua evolução e seu retorno. Depois que as coisas florescem retornam à sua Origem. Retornar ao Princípio é repousar. Repousar é encontrar o Novo Destino.

Voltar ao Destino é conhecer o Permanente. Conhecer o Permanente é a iluminação . Quem não conhece o Permanente não chega a bons resultados. O conhecimento disto torna o homem tolerante e magnânimo, por isso se assemelha a um Rei.

Sendo um rei se assemelha ao Supremo. Pois seguiu o caminho Perfeito e uniu-se ao Tao. Alcançando o Tao terá Vida Eterna e, embora seu corpo desapareça, ele nunca perecerá.

Leia
AQUI Comentário de Huberto Rohden

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

A VIDA SEGUNDO CHARLES CHAPLIN



"A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente.
Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.

Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar.
Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria.

Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara pra faculdade.
Você vai pro colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando....

E termina tudo com um ótimo orgasmo!!! Não seria perfeito?"


Charles Chaplin

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Nenhum homem é uma ilha...

Nenhum homem é uma ilha; qualquer homem é uma parte do todo. A morte de qualquer homem me diminui, porque faço parte da humanidade; assim, nunca procures saber por quem dobram os sinos: eles dobram por ti.

JOHN DONNE (1572-1631)

o que é o homem na natureza? Nada em relação ao infinito, tudo em relação ao nada...



“... o que é o homem na natureza? Nada em relação ao infinito, tudo em relação ao nada, ponto central entre o nada e o tudo, e infinitamente longe de entender qualquer um deles. O fim e o princípio das coisas estão-lhe inexpugnavelmente ocultos em impenetrável segredo. Ele é igualmente incapaz de ver o nada de onde foi tirado e o infinito em que está mergulhado”.


Blaise Pascal (1.623-1.662)

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

A morte vai chegar para todos... [Blaise pascal]

(...) A morte vai chegar pra todos. E se ela sempre “dói” e nos apavora é porque nos lembra que “somos pó e ao pó retornaremos” (e aí tanto faz se vamos pra uma vala comum, destinada aos indigentes, ou para um chique mausoléu de mármore, ou se, depois da cremação, seremos guardados em uma urna valiosa, ou emparedados numa vaga temporária do cemitério..."

[Blaise Pascal]