Escultura O Pensador, do artista francês Auguste Rodin (1840-1917)
via Agência FAPESPPensar criticamente – isto é, ser capaz de reconhecer e formular
bons argumentos – é uma
prática fundamental para o
exercício pleno da
cidadania e da
democracia. Mas, apesar de ser uma
necessidade tão universal, a intimidade com a boa argumentação
não é uma realidade para grande parte da
população, que, por conta disso, fica
exposta a todo tipo de
falácias e argumentação enganosa.
Com a
finalidade de
combater essa
“exclusão racional”, acaba de ser lançado o
livro Pensamento crítico – O poder da lógica e da argumentação, de Walter Carnielli e Richard Epstein. Segundo os autores, a obra tem como
objetivo servir de
guia para a boa argumentação e, ao mesmo tempo, de
instrumento de “
autodefesa intelectual contra as
falácias do mundo contemporâneo”.
(...) Segundo Carnielli, o
pensamento crítico traz grandes vantagens competitivas no mundo contemporâneo, no qual
todos são submetidos a pressões de argumentos falaciosos que inundam a
internet, a publicidade e o jornalismo, por exemplo. Além disso, ele garante uma
orientação racional para que se possa
tomar posição sobre os
debates sociais polêmicos, que passam por temas como
aborto, criacionismo ou direitos humanos. “Todos esses
temas estão
presentes no livro".
(...) Podemos usar o pensamento crítico para avaliar e-mails maliciosos, boatos e notícias falsas, ou para desmascarar, sob um discurso aparentemente coerente, a superstição e o obscurantismo”, destacou.
(...) Ao
aproximar argumentação e lógica, a obra adquire uma grande
amplitude de aplicações práticas,
úteis para
vestibulares, concursos públicos, exames de todo tipo e práticas profissionais de jornalistas, professores, advogados, juízes, políticos, médicos e cientistas, por exemplo. “O livro pode ser utilizado por um
público que vai
de estudantes de colégios
a parlamentares”, disse.
[Leia+]"O conhecimento da boa argumentação permite que tomemos decisões melhores e que possamos lutar por nossos direitos em todos os campos."