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domingo, 6 de setembro de 2009

A arte de pensar, persuadir e se defender da desonestidade intelectual

Escultura O Pensador, do artista francês Auguste Rodin (1840-1917)


via Agência FAPESP

Pensar criticamente – isto é, ser capaz de reconhecer e formular bons argumentos – é uma prática fundamental para o exercício pleno da cidadania e da democracia. Mas, apesar de ser uma necessidade tão universal, a intimidade com a boa argumentação não é uma realidade para grande parte da população, que, por conta disso, fica exposta a todo tipo de falácias e argumentação enganosa.

Com a finalidade de combater essa “exclusão racional”, acaba de ser lançado o livro Pensamento crítico – O poder da lógica e da argumentação, de Walter Carnielli e Richard Epstein. Segundo os autores, a obra tem como objetivo servir de guia para a boa argumentação e, ao mesmo tempo, de instrumento de “autodefesa intelectual contra as falácias do mundo contemporâneo”.

(...) Segundo Carnielli, o pensamento crítico traz grandes vantagens competitivas no mundo contemporâneo, no qual todos são submetidos a pressões de argumentos falaciosos que inundam a internet, a publicidade e o jornalismo, por exemplo. Além disso, ele garante uma orientação racional para que se possa tomar posição sobre os debates sociais polêmicos, que passam por temas como aborto, criacionismo ou direitos humanos. “Todos esses temas estão presentes no livro".

(...) Podemos usar o pensamento crítico para avaliar e-mails maliciosos, boatos e notícias falsas, ou para desmascarar, sob um discurso aparentemente coerente, a superstição e o obscurantismo”, destacou.

(...) Ao aproximar argumentação e lógica, a obra adquire uma grande amplitude de aplicações práticas, úteis para vestibulares, concursos públicos, exames de todo tipo e práticas profissionais de jornalistas, professores, advogados, juízes, políticos, médicos e cientistas, por exemplo. “O livro pode ser utilizado por um público que vai de estudantes de colégios a parlamentares”, disse. [Leia+]

"O conhecimento da boa argumentação permite que tomemos decisões melhores e que possamos lutar por nossos direitos em todos os campos."

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

A condenação de Galileu pelo Santo Ofício [Parte-2]



via
Wikipédia, a enciclopédia livre

O Papa suspeitava que o tolo personagem era uma caricatura dele próprio, o que não era certamente a intenção de Galileu, e sentiu-se extremamente traído na confiança que tinha neste depositado. Galileu perdeu assim o mais poderoso dos seus aliados. Contudo estas são especulações somente, porque não há registo de Galileu nem por parte do Vaticano que levem a afirmar este tipo de pensamentos nunca expressos e entre dois amigos.

Galileu era cristão fervoroso, mas tinha um temperamento conflituoso e viveu numa época atribulada na qual a Igreja Católica endurecia a sua vigilância sobre a doutrina para fazer frente à heresia da chamada Reforma Protestante ou falsa reforma. O Papa sentiu que a aceitação do modelo heliocêntrico como ferramenta tinha sido ultrapassada e convocou Galileu a Roma para ser julgado, apesar de este se encontrar bastante doente.

Após um julgamento longo e atribulado foi condenado a abjurar publicamente as suas idéias e a prisão por tempo indefinido.

A prisão de Galileu tornou-se um falso exemplo mais citado da "luta entre fé e ciência".

Testemunhas dão nota que Galileu depois da prisão domiciliária e preventiva, no conforto e vida às custas da própria autoridade clerical, por vontade própria rezava diariamente o Breviário, livro de orações monástico da Liturgia do Rito Romano.

livros de Galileu foram incluídos no Index, censurados e proibidos, mas foram publicados nos Países Baixos, onde o protestantismo tinha já substituído o catolicismo e estava disposto a divulgar tudo o que pudesse vexar a Igreja de onde tinha saído. Reza a lenda que, ao sair do tribunal após sua condenação, disse uma frase célebre: "Eppur si muove!", ou seja, "contudo, ela se move", referindo-se à Terra.

Galileu consegue comutar a pena de prisão a confinamento, primeiro no Palácio do Embaixador do Grão-duque da Toscana em Roma, depois na casa do arcebispo Piccolomini em Sena e mais tarde na sua própria casa de campo em Arcetri.

O mito protestante tinha difundido que Galileu teria sido queimado na fogueira como forma de alimentar a "lenda negra" que em parte foi chegando até aos nossos dias. [Leia +] [Parte-1]


quinta-feira, 3 de julho de 2008

Em carta inédita, Albert Einstein retrata as práticas religiosas como 'infantis'



via
Folha Online

Uma carta inédita de Albert Einstein datada de 1954, ano anterior ao de sua morte, traz pela primeira vez críticas contundentes do físico à religião. No manuscrito dirigido a seu amigo filósofo Eric Gutkind, que será leiloada hoje em Londres, o autor das teorias da relatividade retrata as práticas religiosas como 'infantis'. [Leia+]

''A palavra Deus é para mim nada mais do que expressão e produto da fraqueza humana', escreveu Einstein, para quem a Bíblia seria 'uma coleção de lendas honoráveis, ainda que primitivas'. "


terça-feira, 13 de maio de 2008

Vaticano admite que pode haver vida fora da Terra

via BBCBrasil

O diretor do observatório astronômico do Vaticano, padre José Gabriel Funes, afirmou que Deus pode ter criado seres inteligentes em outros planetas do mesmo jeito como criou o universo e os homens.

'Como existem diversas criaturas na Terra, poderiam existir também outros seres inteligentes, criados por Deus', disse o diretor do observatório conhecido como Specola Vaticana. [Leia+]

'Isso não contradiz nossa fé porque não podemos colocar limites à liberdade criadora de Deus', acrescentou Funes, em entrevista ao jornal L'Osservatore Romano, órgão oficial de imprensa da Santa Sé."

terça-feira, 15 de abril de 2008

Bioética e Tecnociências a saga de Prometeu e a esperança paradoxal



via
Bestbooks

Bioética e Tecnociências - a Saga de Prometeu e a Esperança Paradoxal' apresenta uma consistente reflexão sobre a construção do sentido ético da técnica, cujas ambivalências têm início na Antiguidade Grega, com o mito de Prometeu, e chega ao mundo contemporâneo, desafiando o pensamento pós- moderno, que ainda, através do espírito apolineo, procura identificar os limites razoáveis das tecnociências. [Veja+]

domingo, 6 de abril de 2008

Brasileiros no LHC tentam confirmar previsão de César Lattes



via
Folha Online

O Brasil, apesar de não ser país-membro do Cern, tem cientistas e estudantes contribuindo em quase todos os detectores do LHC. Um deles, de valor especial para o país, pode ajudar a explicar um fenômeno descoberto pelo físico curitibano César Lattes (1924-2005).

O LHC vai usar imãs supercondutores hiperfrios para acelerar núcleos de átomos e fazê-los se chocarem entre si (daí o nome da máquina: núcleos são compostos de prótons e nêutrons, partículas da classe dos hádrons).

O choque produz uma quantidade grande de energia, que então dá origem a uma série de partículas. Algumas são bastante triviais, como os elétrons. Outras não existem soltas em meio à matéria ordinária.

Uma dessas partículas, prevista em teoria, é o chamado bóson de Higgs. Sua existência pode explicar por que a matéria possui massa.

Vários físicos brasileiros, no entanto, estão em busca de outro fenômeno. Na caverna onde está o detector CMS (Solenóide Compacto de Múons), eles esperam encontrar um "centauro" um ser quase tão mitológico quanto o meio-homem-meio-cavalo dos gregos. [+]

"Centauro foi o nome dado por Lattes a estranhos jatos de partículas que ele detectara em montanhas da Bolívia em 1975 usando placas de um filme especial. Neste caso, as partículas incomuns não vinham de um acelerador, mas da colisão de raios cósmicos, a radiação de alta energia que chove do espaço sobre a atmosfera terrestre."


segunda-feira, 17 de março de 2008

Orientais vêem mundo diferente dos ocidentais



via
Jornal Tudo Bem

Foi comprovado que as diferenças culturais entre povos ocidentais e orientais vão além da escrita e dos costumes: eles enxergam, literalmente, o mundo de forma diferente.

Como a filosofia ocidental condiciona o indivíduo a ser independente, ele tende a focar em objetos centrais. Já os orientais, que pregam a interdependência, costumam enxergar a cena como um todo. Portanto, é possível afirmar que os ocidentais enxergam menos, mas com mais detalhes, e que os orientais têm um visão mais ampla.

Isto não se dá por uma diferença genética. A imersão do indivíduo em uma determinada cultura possibilita que ele desenvolva mais algumas partes do cerébro, o que causa esta diferença da visão. Se um oriental for viver no ocidente ou vice e versa, a forma de enxergar pode mudar. [+]

“A cultura não muda a forma como você enxerga o mundo, e sim a maneira de interpretá-lo”

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Investigadores querem descobrir por que acreditamos em Deus



via
Diário Digital

Os investigadores do Centro Ian Ramsey para a Ciência e Religião e do Centro de Antropologia e da Mente, em Oxford (Reino Unido), vão desenvolver uma «abordagem científica ao porquê de se acreditar em Deus e a outros assuntos em torno da natureza e da origem da crença religiosa», explicaram na edição de hoje do jornal The Times.

Os cientistas não tentarão responder sobre se Deus existe ou não: eles vão investigar se a crença em Deus foi uma vantagem que contribuiu para a sobrevivência e evolução da espécie humana, ou, ao contrário, se a fé é, tal como outras características do Homem, um produto dessa evolução. [+]

"Os cientistas vão relacionar a religião com a biologia evolutiva, recorrendo ainda a outras disciplinas científicas ligadas à mente, da neurociência à linguística."

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Papa adverte contra o poder de "sedução" da ciência



via
Reuters

O papa Bento 16 alertou na segunda-feira contra os poderes 'sedutores' da ciência, que relegam a espiritualidade do homem a um nível inferior, reanimando o debate ciência versus religião. Recentemente essa disputa impediu o pontífice de fazer um discurso numa universidade devido a protestos de estudantes.

A postura conservadora do papa em questões como o aborto e as pesquisas com células-tronco embrionárias provocam protestos, como o dos estudantes da universidade La Sapienza, de Roma instituição fundada por um papa há mais de 700 anos. [+]

"As investigações científicas devem ser acompanhadas de pesquisa antropológica, filosófica e teológica para esclarecer o próprio mistério do homem, porque nenhuma ciência é capaz de dizer quem é o homem, de onde ele vem ou para onde vai..."

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

"Será possível viver uma vida ética sem religião?"



via
De Rerum Natura

Richard Norman, professor de Filosofia na Universidade de Kent, autor do livro On Humanism, e membro da Associação Humanista Britânica, é entrevistado por David Edmons e Nigel Warburton e responde a perguntas como "Será possível viver uma vida ética sem religião?" e "O que é o humanismo?" A entrevista é em áudio e em inglês. Aqui. [+]

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Novo site de vídeos Big Think dá enfoque a discussões intelectuais



IDG Now!

Site oferece 100 horas de vídeo com intelectuais falando sobre questões contemporâneas. Usuários também podem incluir idéias.

Com enfoque em discussões intelectuais, o site de vídeos online Big Think inaugurou sua versão beta na segunda-feira (07/01). A idéia é promover debates inteligentes sobre assuntos contemporâneos.

Inicialmente, o site oferece 100 horas de entrevistas. Entre as personalidades estão o senador Edward Kennedy, o músico Moby e o escritor Naomi Klein. [+]

"Os usuários podem navegar pelas idéias separadas por categorias para assistir aos vídeos já existentes - e podem opinar sobre eles."

sábado, 29 de dezembro de 2007

De perto ninguém é normal

O Globo Online

por Marcia Triunfol

"Todo ano a revista Science, da American Association for the Advancement of Science, elege o que eles acreditam ser a grande sacada do ano. E entre os dez da lista, este ano o achado ficou para as nossas diferenças. Com tanto genoma humano sendo seqüenciado por aí, não demorou muito para se descobrir o quanto somos diferentes do ponto de vista genético.

E a diferença observada não se trata apenas de um sujeito ter um azinho enquanto o outro tem um azão. É muito mais que isso. O que está ficando cada vez mais claro é que além de possuirmos formas diferentes para genes comuns à nossa espécie, temos também doses diferentes destes genes, que podem também estar até arrumados de modos diferentes.

Tem gente com mais de uma cópia de um gene X, outros que tem o gene Y virado de cabeça pra baixo, outros com o gene Z intercalado pelo gene W... E diferente do que se possa pensar, estas diferenças não caracterizam nenhuma doença. São diferenças que ocorrem mais do que freqüentemente, e em indivíduos ditos normais.

Mas, então, qual seria o padrão de um genoma humano normal? O que poderíamos usar como parâmetro? Pois é... não tem nem padrão e nem parâmetro que explique ou que ilustre o quanto somos diferentes. Talvez seja exatamente esse o maior legado de nossa herança genética.

O que nos torna possível enquanto espécie é exatamente a diferença que existe entre nós e a unicidade de cada um.

Como as formiguinhas de um grande formigueiro ou as abelhas de uma colméia, só fazemos qualquer sentido se juntos. Mas, diferente delas, ainda temos muito o que aprender."

Link para o Breakthrough of the Year, na revista Science.

domingo, 26 de agosto de 2007

Papa adverte que prática religiosa não traz privilégios para a vida eterna

via UOL Últimas Notícias

O Papa Bento XVI advertiu hoje aos católicos de que há a tentação de 'interpretar a prática religiosa como fonte de privilégios ou certezas' para a salvação, durante a celebração do Ângelus na residência pontifícia de Castelgandolfo, a 30 quilômetros de Roma.

Citando palavras de Jesus na Bíblia, Bento XV afirmou que 'todos podem alcançar a vida eterna', mas 'a porta é estreita' e não 'há privilegiados'. 'A passagem para a vida eterna está aberta a todos, mas é estreita, porque é exigente, pede empenho, abnegação e mortificação do próprio egoísmo', acrescentou. [leia+]

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

O filósofo Pierre Lévy fala sobre os desafios da Internet e o saber

via Terra - Internet

Criador dos conceitos de 'inteligência coletiva', 'tecnodemocracia' e 'cosmopédia', o filósofo Pierre Lévy está no Brasil discutindo os desafios da atuação colaborativa em rede e as possibilidades na Internet.

Nesta quinta-feira, dia 16, ele participará de um debate com o título 'Inteligência Coletiva, Interdependência e Projetos Sociais', em São Paulo. O evento é fechado para convidados, mas haverá transmissão ao vivo pelo site www.vanzolini-ead.org.br

Workshop sobre Kurt Gödel debate relatividade e teoremas de incomplitude

via Scientific American Brasil



O pesquisador austríaco Kurt Gödel (1906-1978) revolucionou tanto a filosofia quanto a física com suas teorias sobre lógico e relatividade geral.

Seus estudos voltam a ser discutidos este mês no workshop Gödel: Logic and Time, que será realizado de 27 a 29 de agosto, no Rio de Janeiro. O evento é promovido pelo de Cosmologia, Relatividade e Astrofísica (ICRA) – órgão associado ao Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF).

Gödel é mais conhecido por seus teoremas lógico de incomplitude, mas também criticou profundamente a noção Newtoniana sobre o tempo cósmico global, preservada pela relatividade geral de Einstein. Além desses temas, também fazem parte da programação a tradição “objetiva” da Teoria dos Jogos e o debate sobre a inteligência artificial.

O workshop acontecerá nas dependências do CBPF, na Rua Dr. Xavier Sigaud, 150 – Urca – Rio de Janeiro. As inscrições podem ser feitas através do e-mail godel@cbpf.br.

Cientista afirma que há 20% de chances de vivermos em uma realidade virtual

via TNow

Sabe a teoria dos filmes Matrix, de que na verdade estamos vivendo em uma realidade virtual, controlada e administrada por máquinas, que se utilizam da nossa atividade cerebral como fonte de energia? Para o filosofo de Oxford Nick Bostrom a ficção pode não estar tão longe assim da realidade.

Ele informou que há 20% de chances do nosso mundo ser virtual, uma espécie de simulação gerada por máquinas. Para nosso alívio, Bostrom acredita que são os próprios humanos quem controlam essa simulação. Essa é, ao menos, uma projeção bem menos tenebrosa do que o proposto por Matrix.

A teoria é que com o avanço tecnológico vai avançar de tal modo que será possível criar um sistema capaz de controlar todas as atividades cerebrais da Terra. Para Bostrom, se no futuro isso é realmente possível, por que não acreditar que já aconteceu?

Desse modo, todos nós somos controlados por algo que o blog Guravehaato classificou como “simulador de ancestrais”, indistinguível da “vida real” por seus habitantes.

Mesmo para quem acredita que a teoria de Bostrom é um absurdo sem tamanho, vale a pena conferir a dica do Gizmodo e acessar um artigo publicado no New York Times, com várias opiniões sobre a teoria.

E, diante de tal notícia bombástica, é bom lembrar sempre da dica de outro clássico da ficção científica, “O Mochileiro das Galáxias”: nessas horas, o importante é não entrar em pânico.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Verdade e crença: uma confusão filosófica comum

via De Rerum Natura



Encontra-se por vezes em alguns textos uma confusão filosófica elementar que importa esclarecer. É o tipo de coisa tão elementar que, uma vez esclarecido, parece um espantalho: parece que ninguém poderá fazer tal confusão.

Mas isso não é verdade. A confusão em causa é entre uma verdade e a crença de que algo é verdade. A confusão acontece quando se diz coisas como “No tempo de Ptolomeu, era verdade que a Terra estava parada” ou “Para Ptolomeu, era verdade que a Terra estava parada”.

A primeira locução é uma confusão explícita entre o que se pensa que é verdade e o que é verdade; a segunda para lá caminha. Porque a segunda é suficientemente ambígua para poder ser interpretada como uma afirmação verdadeira (“Ptolomeu pensava que a Terra estava parada”), é mais perigosa do que a primeira.

Isto porque as pessoas lêem e escrevem a segunda locução, tendo em mente a interpretação errada, que a faz ser equivalente à primeira — mas se alguém protesta que tal ideia é estapafúrdia, a pessoa pode refugiar-se na outra interpretação, se bem que não era isso que constituía o seu pensamento original. [See more]

A morte vai chegar para todos... [Blaise pascal]

(...) A morte vai chegar pra todos. E se ela sempre “dói” e nos apavora é porque nos lembra que “somos pó e ao pó retornaremos” (e aí tanto faz se vamos pra uma vala comum, destinada aos indigentes, ou para um chique mausoléu de mármore, ou se, depois da cremação, seremos guardados em uma urna valiosa, ou emparedados numa vaga temporária do cemitério..."

[Blaise Pascal]

quarta-feira, 9 de maio de 2007

"Os governos deveriam se atrever à democracia"

via clickrbs

Um dos mais importantes pensadores da atualidade, o filósofo alemão Jürgen Habermas, 77 anos, analisa, em uma rara entrevista, o momento atual da União Européia e suas possibilidades de futuro. O autor da Teoria da Ação Comunicativa, figura referencial da Escola de Frankfurt, propõe que nas eleições de 2009 os cidadãos europeus decidam se vão querer um presidente eleito diretamente e uma base financeira própria para o Velho Mundo.

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