
via TerraNational GeographicA
Fazenda Pirâmide, criada por
Dickson Despommier, guru da
agricultura vertical da
Universidade de Columbia em Nova York, e
Eric Ellingsen, do
Instituto de Tecnologia de Illinois, é uma maneira de atender às necessidades de uma
população crescente em um
planeta com terras agricultáveis limitadas.
Grupos de
design do mundo inteiro têm apresentado conceitos de
arranha-céus futurísticos que abrigam
fazendas ao invés de (ou além de) pessoas, como uma maneira de alimentar os moradores das
cidades com
safras produzidas
localmente.
Além de plantar
frutas e
vegetais, a
Fazenda Pirâmide inclui um sistema de
aquecimento e
pressurização que converte
esgoto em
água e
carbono para
abastecer máquinas e fornecer
energia elétrica, de acordo com o site
Inhabitat.com.
Gordon Graff, da
Universidade de Waterloo de
Ontário, acredita que seu conceito de
fazendas de
59 andares dá conta do que alguns críticos consideram um obstáculo insuperável para as fazendas verticais: gerar
eletricidade suficiente para replicar a
energia solar com custos razoáveis.
Embora o consumo dessa fazenda hidropônica fique em 82 milhões de quilowatts-hora ao ano, de acordo com estimativa do jornal canadense Toronto Star, uma usina de biogás queimando metano dos resíduos da própria fazenda forneceria cerca de 50% dessa energia. O restante do combustível necessário viria do lixo da cidade.
O
conceito de
Fazenda Vertical com
Água do Mar, criado pelos
arquitetos italianos
Cristiana Favretto e
Antonio Girardi, busca lidar com o aumento da demanda por irrigação numa era de fontes de água doce em diminuição.
A solução dos arquitetos usa
água do mar para
resfriar e
umedecer as
estufas. Parte do
vapor d¿água do
ar é então convertido em água para
irrigar as plantações, explica a equipe. O conceito foi elaborado para
Dubai, onde há escassez tanto de água como de vegetais.
O escritório estima que as vendas de
tomate e
alface cultivados nas torres de
jardins hidropônicos poderiam chegar em cerca de
um milhão de dólares ao ano, com base na receita menos o custo de base de produção. A
viabilidade econômica do projeto torna plausível a construção de uma versão real em
alguns anos, observa a equipe.
Alguns andares ficariam fechados para
produção em estufas durante o ano todo, enquanto outros incluiriam
terraços para itens sazonais como
pomares. O piso térreo teria um
mercado de produtores onde os moradores poderiam vender entre si e para o público em geral.
[Leia+] [Tradução Amy Traduções]"Uma fazenda vertical precisa ser adaptada para um lugar específico', disse Augustin Rosenstiehl, do Atelier SOA Architects, de Paris, ao jornal The New York Times em julho de 2008. Por exemplo, seria um desperdício construir uma fazenda vertical urbana somente para a plantação de trigo se este cresce particularmente bem na zona rural da região."