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terça-feira, 7 de julho de 2009

Viagem no tempo "derrota" a Mecânica Quântica



via
Inovação Tecnológica
David Lindley [Physical Review Focus ]


A capacidade para viajar de volta no tempo, embora algo inteiramente hipotético, não é algo explicitamente proibido pelo nosso entendimento atual do espaço e do tempo, fundamentado na Teoria da Relatividade Geral.

Viagens no tempo tendem a causar confusão com outras leis da física. Contudo, no último exemplar da Physical Review Letters, pesquisadores relatam um outro exemplo com igual potencial de causar confusões.

Eles demonstram que os sistemas de criptografia baseados nos princípios quânticos podem ser quebrados permitindo que o fluxo de dados interaja com o estado quântico que viaja de volta no tempo.

Esse cenário não representa uma ameaça imediata para a segurança da informação, garantem os autores. Em vez disso, trata-se de um exemplo do tipo de contradição que qualquer teoria unificada da mecânica quântica e da gravidade terá que resolver.

Uma curva temporal fechada (CTC: Closed Timelike Curve) é uma rota em loop que se conecta nela mesma indo à frente e retornando no tempo.

Uma CTC pode se basear num buraco de minhoca no espaço-tempo, por exemplo, que conecta um lugar e uma época no futuro com outro ponto no mesmo lugar em alguma época no passado.

Independentemente dessa rota existir ou não, ela levanta questões bizarras, como o 'paradoxo do avô', no qual uma pessoa volta no tempo e mata um dos seus ancestrais diretos.

Em 1991, David Deutsch, da Universidade de Oxford, na Inglaterra, percebeu como evitar esses paradoxos no caso de uma partícula quântica que viaje ao redor de uma CTC e interaja em algum ponto ao longo do caminho com outra partícula. [Leia+]

"Ele provou que é sempre possível encontrar um estado quântico que dá à partícula na curva temporal fechada uma existência como a mostrada no filme 'Feitiço do Tempo', na qual ela circula para sempre ao redor do loop, interagindo sempre com outra partícula exatamente da mesma forma no mesmo ponto do espaço-tempo."

domingo, 28 de junho de 2009

Pesquisadores criam processador quântico



via
INFO Online

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Yale criou o primeiro processador quântico em estado sólido, avançando no projeto de construção de um computador quântico.

Os cientistas também usaram o chip ainda rudimentar para rodar algoritmos básicos, demonstrando pela primeira vez o processamento quântico de informações. A descoberta foi relatada na edição da revista Nature de 28 de junho.

Segundo Robert Schoelkopf, professor de física aplicada de Yale, o chip executa tarefas simples, já demonstradas com núcleos, átomos e fótons. A diferença é que o time conseguiu executar esses processos em um único dispositivo eletrônico, mais parecido com o processador que usamos hoje.

O grupo conseguiu fabricar dois qubits – ou bits quânticos –, que funcionam como dois átomos artificiais, ocupando dois estados de energia diferentes. [Leia+]


"Esses estados de energia equivalem aos valores 1 e 0 dos bits tradicionais, mas por causa dos efeitos quânticos, um qubit pode valer 1 e 0 ao mesmo tempo – o que amplia dramaticamente a capacidade de processamento e armazenamento de informação."

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Computadores quânticos ficam 5.000% mais viáveis

via Inovação Tecnológica

Uma equipe internacional de físicos conseguiu ampliar o tempo de duração do spin de um elétron em mais de 5.000 por cento. O estado quântico do spin será utilizado para armazenar informações nos computadores quânticos e aumentá-lo nessa magnitude é um passo importante rumo à construção desses computadores ultra-rápidos.

A propriedade quântica do spin faz com que os elétrons funcionem como se fossem minúsculos ímãs, sendo o spin de cada um deles utilizado como um bit para armazenar informações digitais. Nos computadores atuais, os bits são armazenados na forma de cargas elétricas de inúmeros elétrons. [Leia+]

"Os pesquisadores utilizaram microondas para controlar o estado do spin de um elétron mantido sobre um substrato de silício."

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Ligue seu computador ao maior experimento científico da história



via
Inovação Tecnológica

Enquanto alguns afirmam que a maior máquina já construída pelo homem, o Grande Colisor de Hadrons, ou LHC ('Large Hadron Collider'), poderá até ameaçar a Terra, outros afirmam que ela poderá descobrir a 'Partícula de Deus'.

O fato é que o LHC vai gerar tantos dados que nem mesmo os maiores supercomputadores do mundo poderão lidar com todos eles.

Acaba de ser lançado o LHC at Home, um programa que funciona como um protetor de tela e que, em vez de deixar seu computador ocioso quando você não o está utilizando, faz uma simulação de uma partícula subatômica viajando ao longo de um anel acelerador de partículas de 27 quilômetros de perímetro. [Leia+]

"O programa que roda por trás do LHC@Home é chamado SixTrack, que não apenas simula a trajetória da partícula, mas também estuda a estabilidade de sua órbita, gerando informações essenciais para a verificação da estabilidade de longo prazo das partículas de alta energia que viajarão de fato no LHC."

terça-feira, 10 de junho de 2008

Pesquisadores conseguiram, pela primeira vez, criar efeitos quânticos essenciais para a criação do computador quântico



via Inovação Tecnológica

Pesquisadores finlandeses conseguiram, pela primeira vez, criar efeitos quânticos essenciais para a criação de um computador quântico utilizando o diamante. E tudo foi feito à temperatura ambiente, algo até hoje não alcançado com nenhum outro material.

Um dos mais estranhos fenômenos da mecânica quântica - e também um dos mais promissores para uso prático na computação - é chamado de entrelaçamento: duas partículas tornam-se intimamente conectadas, passando a influenciar-se mutuamente, qualquer que seja a distância que se separem depois que o entrelaçamento aconteceu. [Leia+]

Átomos entrelaçados são a chave para os computadores quânticos, porque eles permitirão que todas as possíveis soluções para um problema sejam avaliadas simultaneamente.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Pesquisadores espanhóis projetam teletransporte quântico



via
Folha Online

Pesquisadores espanhóis estão trabalhando em um projeto da ESA (Agência Espacial Européia) sobre teletransporte quântico, que consiste no envio de um manual de instruções para reconstruir objetos idênticos em lugares distantes.

O "transceptor", que estará pronto em junho de 2010, é o protótipo de um sistema que deve ser instalado no módulo Columbus da ISS (Estação Espacial Internacional) e enviaria fótons (partículas componentes da luz) entrelaçados a duas estações terrestres.

As estações nas quais serão realizadas os testes, situadas a 1.400 km de distância uma da outra, estão localizadas nas regiões espanholas de Tenerife e Almería. [Leia+]


"O transceptor quântico terá as características de uma missão espacial, com dimensões pequenas (uma caixa de não mais de 20 cm de largura), peso limitado (menos de 3 kg) e baixo consumo (menos de 15 watts)."

sábado, 8 de março de 2008

Quem Somos Nós - Na visão dos Físicos e não dos Místicos





CineClube da Universidade de Fortaleza
Debate de dois físicos sobre o filme "Quem Somos Nós".

What the Bleep Do We Know!? ou What the #$*! Do We Know!? (O que diabos nós sabemos?) — em cultura lusófona Quem somos nós?, filme controverso de 2004, combina documentário entrevista e uma narrativa ficcional para conectar a ciência à espiritualidade, baseado nos ensinamentos de JZ Knight/Ramtha, de quem os três diretores são devotos.[1] Houve, também, uma versão estendida em 2006, What the Bleep!?: Down the Rabbit Hole (O que bleep!?: Caindo no buraco do coelho) .[2]

Os tópicos discutidos em What the Bleep Do We Know!? incluem neurologia, mecânica quântica, psicologia, epistemologia, ontologia, metafísica, pensamento mágico e espiritualidade. O filme apresenta entrevistas com que se apresentam como especialistas em ciência e espiritualidade, intercalada com a estória de uma fotografa surda e como ela lida com sua situação. A Animação digital é uma forte característica no filme. O filme tem recebido críticas de toda a comunidade científica. Físicos, em particular, reclamam que o filme de forma grosseira deturpa o significado de diversos princípios da mecânica quântica, e se fundamenta na pseudo ciência.[3]

Os críticos oferecem misturadas opiniões, como visto nos sítios especializados, entre os quais o Rotten Tomatoes (versão americana do site www.omelete.com.br )[4], ou na crítica de Dave Kehr no New York Times, onde ele dá suas opiniões sobre o filme: aceita "a transição da mecânica quântica para a terapia cognitiva" como "plausível", mas considera que passar para o passo subseqüente da terapia cognitiva para as crenças espirituais não tem base. Subseqüentemente, pessoas que falavam sobre partículas subatômicas aludem a universos alternativos e forças cósmicas, que podem ser aproveitados no interesse de fazer as sensações de bem estar da Srta. Matlin. "[5]

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Cientistas conseguem 'parar' a luz

via G1 > Ciência

Especialistas prenderam feixes de luz em um material transparente. Feito pode ajudar no desenvolvimento de computadores quânticos.

Cientistas britânicos descobriram como reter luz dentro de um material transparente, segundo uma pesquisa publicada nesta quarta-feira (14) pela revista científica britânica "Nature".

Os especialistas conseguiram conservar luz com o uso de metamateriais, ou seja, materiais transparentes que contêm partículas metálicas de várias formas e disposições, o que faz com que a luz se propague de forma incomum. O estudo demonstra uma arquitetura metamaterial teórica que poderia ser usada para reter luz em temperatura ambiente.

Segundo o estudo, este resultado cria uma ponte entre dois campos da ciência, o dos materiais e o da luz lenta, e poderia ser aplicado no processo ou armazenagem de dados ópticos ou na realização de memórias de óptica quântica.

Além disso, o método permitirá desenvolver instrumentos que poderão ser empregados no processamento de informação quântica, assim como para redes de comunicações e processadores de sinais.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Cientistas anunciam dois avanços significativos rumo ao computador quântico

via IT



Os progressos rumo ao computador quântico não são tão velozes quanto o poder de processamento que se espera dessa nova geração de supercomputadores. Mesmo assim, os avanços estão sendo feitos, em condições de laboratório, e com propostas de arquitetura promissoras.

Agora, contudo, pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, anunciaram dois avanços realmente significativos, que poderão impulsionar todas as demais pesquisas.

Os cientistas têm feito progressos importantes no controle e armazenamento de informações em qubits, os bits quânticos. Isso significa que eles já conseguiam armazenar a informação de forma quântica.

O feito da equipe dos cientistas Robert Schoelkopf e Steven Girvin foi conseguir transmitir essa informação quântica entre dois qubits, utilizando um fio como meio de comunicação.[Leia+]

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Lao Tsé [Tao Te Ching] Verso 16

via Saindo da Matrix



Quem conserva o Vazio Absoluto permanece na Paz Perfeita. Todas as coisas têm uma mesma origem. Contemplamos sua evolução e seu retorno. Depois que as coisas florescem retornam à sua Origem. Retornar ao Princípio é repousar. Repousar é encontrar o Novo Destino.

Voltar ao Destino é conhecer o Permanente. Conhecer o Permanente é a iluminação . Quem não conhece o Permanente não chega a bons resultados. O conhecimento disto torna o homem tolerante e magnânimo, por isso se assemelha a um Rei.

Sendo um rei se assemelha ao Supremo. Pois seguiu o caminho Perfeito e uniu-se ao Tao. Alcançando o Tao terá Vida Eterna e, embora seu corpo desapareça, ele nunca perecerá.

Leia
AQUI Comentário de Huberto Rohden

Pesquisa de Oxford empresta uma resposta matemática ao enigma quântico dos "universos paralelos "


via Saindo da Matrix


A primeira teoria do universo paralelo, proposta em 1950 pelo físico Norte Americano Hugh Everett, ajuda a explicar os mistérios da mecânica quântica que durante décadas permanecerá uma incógnita.

No universo de "inúmeros mundos" de Everett, cada vez que uma possibilidade física é explorada, o universo divide-se. Atribuindo-se um número de possíveis resultados, cada qual é descriminado - no seu próprio universo.

Um motorista que não morra por um triz, por exemplo, pode sentir-se aliviado pela sua sorte, mas num universo paralelo ele pode ter morrido. Ainda outro universo irá assistir à recuperação do motorista depois de ser tratado no hospital. O número de possíveis cenários é infinito.

A ideia é bizarra, e por isso mesmo relegada por muitos experts na matéria. Mas uma pesquisa de Oxford empresta uma resposta matemática aos enigmas quânticos que não pode ser facilmente descartada, sugerindo que o Dr. Everett - estudante de Phd na Princeton University quando inventou a teoria - estava no caminho certo. Comentando na revista New Scientist, o Dr. Andy Albrecht, físico da University of California, afirma: "Esta pesquisa é um dos mais importantes avanços na história da ciência". [Leia+]