
via Inovação Tecnológicafoto Boxer et al./Nature PhysicsCientistas norte-americanos acreditam ter descoberto uma nova abordagem rumo ao objetivo, ainda elusivo, de domar a
fusão nuclear, a fonte de
energia das estrelas.
A fusão nuclear tem sido uma meta perseguida por físicos e pesquisadores de energia há mais de 50 anos. Isso porque ela oferece a possibilidade de criação de uma
fonte virtualmente infinita de energia sem
emissões de carbono e praticamente
sem resíduos radioativos.
Ao
contrário da fissão nuclear, a reação fundamental das atuais usinas nucleares, quando
átomos são
quebrados, na fusão nuclear átomos leves são unidos para formar um átomo mais pesado, liberando uma
quantidade descomunal de
energia.
Mas o desenvolvimento de um reator de fusão tem-se mostrado mais difícil do que inicialmente se pensava. Para explorá-la, será necessário literalmente construir uma mini-estrela artificial. E impedir que tanto calor derreta qualquer coisa com a qual entre em contato é um desafio imenso.
O maior esforço está sendo feito no ITER, que está sendo construído na França, com um custo final que poderá ser três vezes maior do que o LHC. Em 2008, um grupo de cientistas propôs que megalaser seria o caminho mais curto para a fusão nuclear.
Os novos resultados vêm de um
dispositivo experimental chamado
LDX (
Levitated Dipole Experiment). Inspirado em observações feitas a partir do espaço por
satélites artificiais, o
LDX usa um
ímã de meia tonelada, em formato de anel, com o tamanho aproximado de um pneu de caminhão, feito de
fios supercondutores enrolados dentro de um recipiente de
aço inoxidável.
Este ímã fica literalmente
levitando, suspenso por um poderoso
campo eletromagnético. Sua função é controlar o movimento de um
plasma, um gás de partículas eletricamente carregadas aquecido a
10 milhões de graus Celsius, contido em uma câmara externa de cinco metros de diâmetro.
Com o
magneto levitando, o pico central da densidade do
plasma foi alcançado em alguns centésimos de segundo, algo muito semelhante ao observado nas
magnetosferas planetárias - como nos
campos magnéticos que cercam a Terra e Júpiter.
[Leia+]"Como o LDX tem seu princípio inspirado nas observações de magnetosferas planetárias feitas por sondas espaciais, ele poderá fornecer aos astrofísicos novos detalhes sobre esses mecanismos, sem a necessidade de enviar novas sondas ao espaço."