
via Agência FAPESP Por Washington CastilhosO astrônomo norte-americano
Edwin Hubble (
1889-1953) descobriu que as até então chamadas
nebulosas eram
galáxias fora da
Via Láctea, que o
Universo está se
expandindo e que as
galáxias se afastam umas das outras a uma velocidade proporcional à distância que as separa, razão que ficou conhecida como
constante de Hubble.
Tais descobertas abriram caminho para que os astrofísicos
Wendy Freedman, da Instituição
Carnegie (
Estados Unidos),
Robert Kennicutt, da Universidade de
Cambridge (
Inglaterra), e
Jeremy Mould, da
Universidade de Melbourne (
Austrália), definissem, em
2001, o
índice de expansão do Universo, o que tornou possível
calcular sua idade.
“O resultado é que hoje sabemos que o
Universo tem se
expandido há
13,5 bilhões de anos”, disse Wendy à Agência
FAPESP pouco após ter recebido o
Prêmio da Fundação Gruber de Cosmologia, concedido aos três pesquisadores durante a
27ª Assembleia Geral da União Astronômica Internacional, que está sendo realizada no
Rio de Janeiro até o dia 14 de agosto.
Liderando um grupo de mais de
20 cientistas de
13 instituições diferentes,
Wendy,
Kennicutt e
Mould determinaram que o melhor
valor para a
constante de Hubble seria
72 quilômetros por segundo por
megaparsec – um
megaparsec equive a
3,26 milhões de anos-luz – com margem de incerteza de
10%.
A descoberta do trio pôs
fim a um
debate que durou
oito décadas e derrubou
teorias e
estimativas anteriores sobre a
idade do Universo, como as do próprio
Hubble, que a calculou em “apenas”
1 bilhão de anos.
Seguindo a constante de
Hubble, os
astrofísicos mediram a distância entre a galáxia à qual a
Terra pertence – a
Via Láctea – e
30 outras galáxias, usando o
telescópio espacial da
agência espacial norte-americana que leva o nome do famoso
astrônomo.
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“A expansão do Universo só é mensurável ao se calcular a distância do afastamento das galáxias. Então, por meio das variáveis chamadas de cefeidas, conseguimos precisar a distância entre a Terra e cada uma dessas 30 galáxias. Observamos que, quanto mais distante estamos, mais rápido nos movemos”